
População de Alhandra quer respostas para os maus-cheiros que se sentem na vila
Moradores criticam silêncio das entidades ligadas à supervisão ambiental face aos recentes casos de maus cheiros sentidos naquela vila do concelho de Vila Franca de Xira.
Os problemas de maus-cheiros provenientes da actividade fabril na freguesia de Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira, continuam a incomodar a população e na última semana voltaram a sentir-se cheiros nauseabundos acres, especialmente ao final do dia.
Alguns moradores criticam a aparente inércia das entidades de fiscalização ambiental em identificar os culpados e pedem respostas rápidas que permitam chegar aos autores. Para já apenas existem suspeitas sobre as diferentes actividades fabris da zona, que vão desde a produção de cimento à transformação de óleo alimentar.
Da vistoria de emergência às indústrias da zona pedida pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, em Abril do ano passado, ao inspector-geral do Ambiente, Ordenamento do Território, Energia, Agricultura e Mar não há conclusões conhecidas do município. Da inspecção solicitada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) na fábrica da Cimpor a mesma coisa. A O MIRANTE a APA também optou pelo silêncio sobre o assunto.
Silêncio que, dizem alguns moradores, é revoltante. “As entidades do ambiente servem precisamente para nos ajudar a perceber o que se passa e actuar sobre os prevaricadores. Os cheiros são desconfortáveis mas nem sequer sabemos se são perigosos para a saúde”, explica António Oliveira, professor universitário e morador na localidade.
Para esse cidadão, a culpa está destinada, “tal como no surto de legionella”, a morrer solteira. Outros moradores, escutados na Praça 7 de Março, confirmam os maus cheiros. “É um odor horroroso e nunca tal se viu”, lamenta Joaquim Fonseca.
Entretanto a Cimpor já veio publicamente negar qualquer responsabilidade nos maus cheiros que têm sido sentidos em Alhandra. Fonte da cimenteira negou que os cheiros sentidos pelos moradores estejam “relacionados com o seu processo de produção de cimento” porque os gases emitidos pelas chaminés dos fornos “são monitorizados em contínuo, através de analisadores calibrados por entidades acreditadas e os resultados dessa monitorização são enviados às entidades oficiais”. E garantiu a empresa que “todos os valores registados” são “significativamente inferiores” aos limites definidos na legislação.

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