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Taxista assassinado era um “bom homem que não tinha inimigos”

Taxista assassinado era um “bom homem que não tinha inimigos”

Motorista da praça do Entroncamento recordado com saudade pelos colegas

Edição de 11.05.2017 | Sociedade

Os dois homens suspeitos de terem morto um taxista de Torres Novas ficaram em prisão preventiva depois de terem sido ouvidos pelo juiz de Instrução Criminal no Tribunal de Santarém no dia 3 de Maio. O MIRANTE foi falar com os taxistas da praça do Entroncamento que lembram António Maria Pedro, 69 anos, como um “bom homem”. O taxista, recorde-se, foi encontrado morto no dia 2 de Maio perto da cidade de Torres Novas com sinais de agressões violentas.
Rogério Neto, taxista, e companheiro de António Pedro na praça de táxis do Entroncamento, conta a O MIRANTE que o camarada saiu daquela praça “com outros clientes para Torres Novas e no regresso é que apanhou essas pessoas suspeitas”. Rogério refere que as pessoas em causa já são conhecidas na cidade do Entroncamento.
Também João Inácio se lembra do taxista encontrado morto como uma boa pessoa. “Fazia a vida dele e não lhe eram conhecidos inimigos. Teve azar de ser ele a passar. Aquilo foi um táxi que passou e que eles mandaram parar e foi o fim da vida dele. Os taxistas afirmam que podia ter acontecido com qualquer um daquela praça ou de outra. “Não existe nenhum sistema de segurança completamente seguro”, dizem.
Foi o colega José Faustino que acabou por dar o alerta do desaparecimento de António Pedro. “Na terça-feira de manhã, 2 de Maio, fui fazer um serviço que ele se tinha comprometido a fazer naquela manhã e como nunca mais aparecia a mulher telefonou para aqui a dizer que ele não tinha dormido em casa. Foi quando se deu o alerta”, conta.
Os dois homens, na casa dos 50 anos, já tinham feito mais vítimas. Foram sequestradas três mulheres nos respectivos veículos automóveis, sendo depois constrangidas, mediante violência e ameaça com arma branca, a entregar aos detidos dinheiro, objectos de ouro e cartões de débito para posteriores levantamentos indevidos de quantias monetárias.

Taxista assassinado era um “bom homem que não tinha inimigos”

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