Presidente de Vila Franca de Xira não quer empresas poluidoras no concelho
A declaração de Alberto Mesquita é sonante mas ele tem consciência que se trata de uma utopia. O poder local tem uma reduzidíssima participação no processo de licenciamento das empresas e o mesmo se passa em relação à imposição de um eventual encerramento de qualquer uma das já instaladas. Não me recordo de uma qualquer empresa a nível nacional a quem tenha sido imposto o encerramento definitivo.
Como reconheceu aqui há meses o ministro do Ambiente, a propósito de uma fábrica de Torres Novas que era acusada de estar a poluir uma linha de água, antes do ambiente está a economia e por isso tudo é feito para evitar qualquer encerramento, mesmo que os municípios e entidades ligadas ao ambiente emitam pareceres negativos como aconteceu nesse caso.
Quem está em Vila Franca de Xira e polui, seja a Cimpor ou outra qualquer empresa, vai manter-se. Pode ser obrigado a melhorar alguma coisa mas só fecha se isso lhe interessar. A única coisa que o município pode fazer é regulamentar de forma mais limitativa a instalação de novas empresas e mesmo assim vai ter que justificar muito bem o motivo de tal decisão, caso a caso.
Duarte Simas de Almeida
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