
Obras na Escola Gago Coutinho novamente adiadas e sem fim à vista
Ainda não vai ser este ano que a Secundária Gago Coutinho, em Alverca, recebe as obras de que tanto precisa. O concurso foi contestado por um dos concorrentes e vai voltar à estaca zero. Estado quer gastar nove milhões de euros a concluir o edifício.
O concurso público internacional para a conclusão da empreitada de execução das obras de modernização da Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, foi contestado por um dos concorrentes e está preso em diversos procedimentos burocráticos que fazem com que os trabalhos ainda não avancem este ano.
A novidade foi deixada pela deputada socialista Maria da Luz Rosinha à margem de uma cerimónia onde participou na última semana, em Alverca, e que contou com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. “Assistimos com grande preocupação ao que se está a passar na Escola Gago Coutinho, que precisa de um acompanhamento sério por parte do ministério e da sua parte para que se resolva. Não é possível que aquele problema continue porque se está a desperdiçar um enorme potencial humano que ali existe. O concurso que se efectuou ficou preso em procedimentos e é urgente que seja retomado”, afirmou Rosinha.
O recado ao ministro não mereceu deste qualquer resposta, nem durante nem depois da cerimónia. Mas a expectativa é de que, até final do ano, o concurso possa ser retomado.
O valor base do procedimento era de 9 milhões e 740 mil euros e incluia trabalhos de conclusão das obras que lá existem, estuques, pinturas, revestimentos, estruturas metálicas, alvenarias, carpintarias, trabalhos estruturais, canalizações e condutas, saneamento, jardins, redes eléctricas, movimentação de terras e outras.
A escola está há oito anos transformada num estaleiro de obras desde que os trabalhos de requalificação e ampliação foram interrompidos pela empresa pública Parque Escolar. Tem mais de 1100 alunos no horário diurno e meio milhar no pós-laboral.
Em Março do ano passado a expectativa do presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), era que os trabalhos pudessem avançar num curto espaço de tempo depois do acerto da empresa construtora e a reformulação do projecto. A alteração do projecto previu uma redução da área bruta de construção dos 16 mil metros quadrados para os 14 mil, implicando uma redução significativa do custo da empreitada. A diminuição da área não significará a redução da capacidade da escola. Um dos novos pavilhões da escola até está concluído mas não pode ainda ser usado pela comunidade educativa.

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