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Apaixonados por heróis e vilões a representar a região nos palcos nacionais
Irina Costa é de Santarém, vive em Alverca e venceu um dos prémios de cosplay da última Comic Con realizada em Algés

Apaixonados por heróis e vilões a representar a região nos palcos nacionais

Cosplay é uma arte performativa ainda desconhecida das gerações mais velhas. Se um destes dias vir alguém na rua vestido como um super-herói ou um vilão do cinema não se assuste, não é uma máscara de carnaval mas sim uma arte performativa oriunda do Japão que está a ganhar cada vez mais adeptos. Chama-se “cosplay” e já há pessoas da região a conquistar prémios nacionais.

Há séries de televisão, banda desenhada, filmes ou jogos de computador que marcam quem os vê para sempre. E para algumas pessoas uma das formas de expressar essa paixão é através do “cosplay”, uma arte peformativa onde as pessoas se vestem, equipam e comunicam como se fossem os seus personagens favoritos na vida real. O MIRANTE aproveitou no último fim-de-semana a boleia da Comic Con Portugal, um evento de cultura pop realizado em Algés, para conhecer três “cosplayers” que foram representar a região do Ribatejo naquele palco nacional.
Uma delas, Irina Costa, 37 anos, natural de Santarém mas a viver em Alverca, acabou mesmo por vencer o prémio de melhor traje no concurso Fnac. “É quase como um teatro, podermos representar figuras da cultura pop que admiramos, seja de jogos, filmes, séries, animes ou bandas desenhadas. Mostramos o nosso amor pela personagem e encarnamos a sua figura”, conta.
Irina é instrutora de fitness e trabalha na linha técnica de avarias de uma operadora de comunicações. Quando veste um traje é como se assumisse uma nova identidade. A sua Lara Croft, personagem da saga Tomb Raider, é uma das mais conhecidas. “Os mais velhos ainda não compreendem bem o que fazemos mas acho que isso é natural. Vestimos a pele de heróis que nos inspiram. É como pintar um quadro, com a diferença de que assim também ganhamos competências úteis para o dia a dia, na área dos trabalhos manuais”, conta.

Perder uns euros por amor ao personagem
Tairone Gonçalves tem 28 anos e é de Foros de Salvaterra, concelho de Salvaterra de Magos. Trabalha no apoio ao cliente em jogos mobile. “Sempre tive vontade de fazer cosplay porque achava que podia ser divertido representar um personagem que gostamos. Como era muito tímido nunca o fiz mas no último ano, a conversar com amigos, ganhei coragem e avancei”, conta.
Andou vestido de Anakin Skywalker, da saga Star Wars, na Comic Con. Durante o evento dezenas de pessoas param e pedem para tirar fotografias com os cosplayers. “Poder partilhar a nossa paixão pelas personagens com outras pessoas é muito divertido”, conta. Tairone confessa já ter gasto umas centenas de euros em fatos.
Carolina Rodrigues, 27 anos, segurança privada no Cartaxo, é outra apaixonada por esta arte que está agora a crescer. “Eu achava que ninguém me conhecia, ninguém iria olhar para mim, querer tirar fotos sequer. Mas superou todas as expectativas e a dada altura já me perguntavam quando é que voltava a fazer cosplay”, conta.
Para Carolina, cativa-a o facto do cosplay ser “um mundo aparte”, sem preconceitos, onde cada um “pode ser o que quiser ser” sem que seja olhado “de forma diferente”. Leon Alves, 35 anos, de Tomar, também venceu no domingo, 9 de Setembro, o desfile de encerramento de cosplay na Comic Con Portugal.

Apaixonados por heróis e vilões a representar a região nos palcos nacionais

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