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Associação de Caçadores do Forte da Casa foi extinta e o património doado
Albertino Sá e Paulo Romão são dois dos dirigentes do Cinegética do Forte da Casa, associação de caçadores, que agora está extinta

Associação de Caçadores do Forte da Casa foi extinta e o património doado

Criada há 20 anos a associação chegou a ter perto de 50 filiados. Directores que decidiram o fim da associação doaram o património financeiro existente – cerca de 15 mil euros – a outras associações da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.

Edição de 19.09.2018 | Sociedade

A Associação de Caçadores do Forte da Casa – O Cinegética – foi extinta este mês de Setembro e o património financeiro que tinha no banco foi entregue a outras associações da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.
A decisão de acabar com a associação prendeu-se com o crescente afastamento dos caçadores face à vida associativa, bem como ao facto de muitos deles já não caçarem com regularidade. Na hora de fechar as portas, os dirigentes optaram por doar perto de 15 mil euros que a colectividade tinha no banco a sete associações da freguesia, ao invés de distribuir o valor pelos sócios que ainda restavam. Uma atitude altruísta que tem merecido elogios nas ruas um pouco por todo o concelho.
“Quando a associação foi constituída éramos 49 caçadores e com o tempo as pessoas foram-se afastando. Chegámos a um ponto em que os únicos que ainda apareciam éramos nós, da direcção. Chegou-se a um ponto em que tivemos de decidir o que fazer. Realizámos uma assembleia-geral, onde só apareceram os órgãos sociais, e decidimos entregar o dinheiro a associações da zona. Dividir o valor pelos sócios existentes ia dar muito trabalho e assim foi rápido e uma forma útil de ajudar a sociedade. As associações ficaram muito contentes com a ajuda que entregámos”, conta a O MIRANTE Paulo Romão, 49 anos, que fazia parte dos órgãos sociais.

Obras não saíram do papel
O Cinegética foi criado há precisamente 20 anos, numa altura em que o município estava a procurar acabar com as casas abarracadas existentes no Forte da Casa onde muitos caçadores guardavam os seus cães, materiais e alguns até os seus pombais. As estruturas precárias foram demolidas com a promessa de que novos canis e espaços fossem construídos para os servir, tendo por base a associação para agilizar os processos. Chegaram a ser feitos projectos e prometidos terrenos para a obra, mas sucessivos jogos do empurra por parte do poder político acabaram por nunca permitir que a obra fosse feita.
“As coisas foram andando de vereador para vereador, o tempo foi passando, a fábrica que nos ia ajudar com materiais para a obra acabou por fechar e as coisas deixaram de ter pernas para andar. Andámos em muitas reuniões com a câmara e junta e ouvimos muitas promessas mas que não deram em nada”, lamenta Paulo Romão.
O presidente da colectividade, Albertino Sá, vai mais longe e lamenta um “sentimento de tristeza” por parte dos caçadores que acabaram por não ter as estruturas feitas como previsto.

Associação de Caçadores do Forte da Casa foi extinta e o património doado

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