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Funcionária da autarquia da Póvoa e Forte da Casa foi trabalhar para o corredor da junta
Jorge Ribeiro,ao centro, presidente da junta, foi parco em declarações sobre este assunto embora O MIRANTE tenha tentado obter declarações sobre este conflito com duas trabalhadoras

Funcionária da autarquia da Póvoa e Forte da Casa foi trabalhar para o corredor da junta

Funcionária está a fazer braço-de-ferro com o presidente da junta que a transferiu para outro local. Continua o embaraço na Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa por causa da transferência de duas trabalhadoras da delegação do Forte da Casa para o edifício da Póvoa de Santa Iria. Uma das mulheres não respeitou a ordem superior e esteve a cumprir horário durante uma semana no corredor da autarquia.

Edição de 19.09.2018 | Sociedade

Uma funcionária da Junta de Freguesia da União da Póvoa de Santa Iria e Forte da casa está em rota de colisão com o executivo e, recusando-se a acatar a ordem que lhe foi dada de se apresentar ao serviço na junta da Póvoa, decidiu apresentar-se na junta onde trabalhava, no Forte da Casa, e por esse motivo passou a semana de trabalho sentada numa cadeira, no corredor do edifício.
Eduarda Silva, que trabalha há 28 anos na Junta do Forte da Casa e estava ausente por baixa médica, está contra a decisão do executivo, tomada ainda no mandato anterior, que pede a sua transferência para a sede da junta, situada na Póvoa de Santa Iria. Por esse motivo, decidiu avançar num braço-de-ferro e apresentar-se normalmente ao serviço no Forte da Casa ao invés da Póvoa, situação que não caiu bem no executivo e nos restantes trabalhadores que se encontravam no edifício. Recusou abandonar o edifício e sentou-se no corredor tendo chamado todos os dias a Polícia de Segurança Pública para que estes validassem que a mesma estava ao serviço.
Na sexta-feira, 8 de Setembro, a trabalhadora entrou novamente ao serviço no Forte da Casa e foi barrada pelos funcionários e membros do executivo, situação que terá gerado uma série de discussões, encontrões e empurrões de ambas as partes. Os bombeiros foram chamados ao local depois da mulher se ter sentido mal na sequência das altercações. O presidente da junta, Jorge Ribeiro, desmente e nega a existência de agressões. A PSP diz que não deu ainda entrada nenhuma queixa e os bombeiros confirmam que a mulher não apresentava um quadro de agressões físicas mas antes de “ansiedade” quando a transportaram para o Hospital Vila Franca de Xira, onde já teria consulta marcada para esse dia. A trabalhadora entrou novamente de baixa.
Jorge Ribeiro está irritado com o assunto e diz que o mesmo vai ser analisado e tratado internamente. Recusou ainda comentar “situações particulares de funcionários”.
Em Abril o autarca já havia recusado todas as críticas falando num mero “acto de gestão” em que não está em causa “qualquer forma de discriminação”. Mas há quem diga o contrário, falando-se em perseguição política, já que as funcionárias em causa eram apoiantes da candidatura de António José Inácio. A situação gerou polémica também entre a população, motivando um abaixo-assinado com 2.251 assinaturas manifestando “desagrado” e “indignação” pela situação.
No documento diz-se que o executivo, de forma “prepotente, abusiva e intimidatória”, decidiu transferir Ana Canas e Eduarda Silva da delegação da Junta no Forte da Casa – onde ambas trabalhavam há 30 e 28 anos, respectivamente – para a sede da junta, na Póvoa de Santa Iria. Um acto classificado como de “de baixa política” e de “perseguição, retaliação e vingança política”.

Funcionária da autarquia da Póvoa e Forte da Casa foi trabalhar para o corredor da junta

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