Os empresários têm de saber gerir o stress

Os empresários têm de saber gerir o stress

Vitor Paulo Martins, Médico Cardiologista e Arritmologista, director clínico da Clínica do Coração

O que representou para a sua empresa receber o Galardão “Prestígio Empresarial”? Foi um prémio importante porque a NERSANT e
O MIRANTE valorizaram o meu trabalho e o da minha empresa para a melhoria da saúde da população no distrito de Santarém. Deu-me uma grande satisfação.
Ficou com alguma história para contar? Foi um dia de alegria porque realmente houve esse reconhecimento. Conheci muita gente. Foi também importante por isso.
É mais fácil exercer medicina ou gerir uma empresa? As duas coisas são indissociáveis. Quem tem uma clínica ou uma empresa dedicada à medicina tem de saber fazer o seu trabalho como médico mas tem também de saber gerir o negócio. Os médicos são constantemente chamados a gerir os recursos e a orgânica das estruturas onde exercem a sua actividade.
Que opinião tem dos empresários ribatejanos? O distrito de Santarém tem uma das associações empresariais mais fortes do país. Isso foi importante durante a crise e é importante nesta fase de crescimento. O distrito precisa de ter empresas fortes para atrair investimento.
Conhece bem a NERSANT? Conheço a NERSANT desde que estou em Santarém, ou seja, há cerca de 20 anos. E tenho um bom relacionamento com a associação. Sou muito amigo do presidente executivo, António Campos.
Os empresários estão no grupo de pessoas que mais morrem de ataques cardíacos? O stress é algo que interfere sempre nos problemas cardiovasculares e é evidente que os empresários, com o seu stress diário, estão mais sujeitos a terem problemas, sobretudo se não estiverem controlados a nível do coração.
O que lhe dá mais prazer na sua empresa? O que me dá mais prazer é fazer aquilo que gosto e obter resultados positivos, ou seja, saber que tratamos das pessoas e que esse tratamento está a ter um efeito positivo. Observar diariamente que uma pessoa beneficiou de ter um determinado tipo de abordagem e ficou melhor dá-me uma satisfação enorme.
O que acha da cardiologia a nível do distrito? Tem havido, nomeadamente na parte pública, um retrocesso enorme no campo da cardiologia no distrito de Santarém. Isso não acontece a nível da parte privada. Também trabalho na parte pública e acompanho as políticas de saúde a nível nacional. As cidades mais pequenas deixaram de ser importantes para os políticos e têm perdido muitas das suas valências. Estão a perder aquilo que antes tinham. Deixaram de ser atractivas.

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