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Ecolezíria promove recolha selectiva de resíduos porta-a-porta em seis concelhos
Pedro Ribeiro admite que o caminho é o mudar de mentalidades

Ecolezíria promove recolha selectiva de resíduos porta-a-porta em seis concelhos

Empresa vai iniciar ainda a recolha de resíduos orgânicos para fertilização dos solos.

Edição de 12.12.2018 | Economia

A empresa intermunicipal de resíduos sólidos Ecolezíria, que serve seis concelhos do distrito de Santarém, vai iniciar um projecto de recolha selectiva de resíduos porta-a-porta em 21 mil alojamentos dos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. Para além disso está prevista ainda a recolha de resíduos orgânicos em catorze mil alojamentos de Almeirim, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos, sendo esta uma medida pioneira no país.
Para o presidente da empresa, Pedro Ribeiro, que é também presidente da Câmara de Almeirim, durante muitos anos pensou-se que ensinar as novas gerações a reciclar seria o melhor caminho. “Mas, vinte anos depois, acho que as coisas não são assim. Temos de encontrar uma estratégia que faça crer às pessoas que todos temos um contributo a dar. O problema é que isto dá algum trabalho e nem todos o querem ter”, disse o autarca durante a apresentação dos projectos de recolha de resíduos porta-a-porta, no dia 27 de Novembro, na Câmara de Almeirim.
O curioso, admite, é que os portugueses, quando saem de Portugal para outros países onde estes projectos já existem, rapidamente se integram e aprendem como devem fazer a reciclagem. “Nós temos que conseguir fazer o mesmo. Encontrar uma maneira de chegar às pessoas e transformar a forma de pensar. Temos de colocar as pessoas a ‘chatear’ o vizinho”, refere Pedro Ribeiro.
Para já, vai ser introduzido um princípio de “premiação”, numa primeira fase com a atribuição de senhas ou vales-brinde que podem ser usados em compras no comércio local. Mas o objectivo, a prazo, é deduzir o valor, correspondente ao peso e volume do lixo separado, na tarifa fixa destinada à recolha de resíduos que consta da factura da água.
A implementação dos dois projectos, com um custo na ordem dos 900 mil euros, é co-financiada pelo Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), tendo a associação Zero sido escolhida para colaborar na componente de sensibilização e divulgação do projecto.

Famílias vão receber recipientes para os resíduos
Os cidadãos envolvidos no projecto vão receber baldes para a separação dos resíduos orgânicos e sacos reutilizáveis para a separação dos resíduos em casa, bem como sacos codificados para separação de papel e de plásticos, que serão postos à porta para recolha em diferentes dias da semana. Na recolha de resíduos orgânicos, vão ser ainda distribuídos 7.500 compostores domésticos junto às habitações.
Como a empresa ainda não tem uma unidade de compostagem centralizada, os resíduos orgânicos serão encaminhados para um parceiro, situado em Coruche, para produção de composto que será utilizado na fertilização dos solos.

Centrais de compostagem e triagem nos planos

O presidente do conselho de administração da empresa Ecolezíria, Dionísio Mendes, referiu durante a apresentação dos dois projectos que a empresa tem dois objectivos em mira para os próximos anos. Para os resíduos orgânicos, a Ecolezíria prevê construir uma unidade de compostagem centralizada, com capacidade para tratamento de 10 mil toneladas/ano de bio-resíduos. Pretende igualmente candidatar-se para a criação de uma central de triagem de recicláveis, recorrendo, até lá, a um operador que separa contaminantes, compacta e envia para a Sociedade Ponto Verde. “Pretendemos melhorar a capacidade de preparação e encaminhamento dos diferentes materiais para reciclagem”, refere.

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