Há um descrédito generalizado na governação política
Nasci em Portugal há 88 anos e pretendo aqui viver até ao último sopro de vida.
Depois do 25 de Abril de 1974 fui libertado da tirania fascista e disseram-me que, a partir de então, passaria a viver em liberdade, numa democracia pluralista. Hoje, passados 44 anos, é o que se vê.
Depois fui informado que era um cidadão europeu e que podia circular por toda a Europa, sem passaporte e sem fronteiras fechadas. Antes de ser cidadão europeu ia a Lisboa uma vez por mês, ia a Santarém quando era preciso e ia a Espanha, Roseiral, uma vez por ano. Hoje é difícil viver e colmatar os encargos familiares com a saúde, luz, água, impostos, seguros e alimentação digna e saudável para um cidadão europeu. Vivo em segurança.
No ano 2000 fui informado que passaria a ter moeda única, que nunca aceitei de bom grado mas as leis são para se cumprir, conforme me ensinaram desde o berço e pela cartilha maternal de João de Deus.
Passados 44 anos é triste ver na comunicação social e em cartazes por todo o país: “o governo é um ladrão e os políticos são uns incompetentes”. Há um panorama nacional de descrédito na governação política.
José Correia Mendes - Marinhais
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