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Mãe de Rosa Grilo fala de violência entre o casal
O funeral de Luís Grilo realizou-se no dia 30 de Agosto, nas Cachoeiras, onde o casal residia

Mãe de Rosa Grilo fala de violência entre o casal

Antónia Pina revela episódio de violência presenciado pelo neto e diz que Rosa Grilo “não nasceu para ser uma assassina”.

Edição de 12.12.2018 | Sociedade

Antónia Pina, mãe de Rosa Grilo, quebrou o silêncio dois meses após a detenção da filha, actualmente em prisão preventiva por suspeita de co-autoria no homicídio do empresário e triatleta Luís Grilo, com quem era casada. Em entrevista ao programa Linha Aberta da SIC, relata um episódio de violência entre o casal um dia antes do desaparecimento do triatleta.
“O meu neto disse-me: avó, hoje passou-se uma coisa estúpida na minha casa. É que o meu pai bateu na minha mãe, numa discussão por causa de uns cortinados. O pai veio de lá muito zangado com a minha mãe, deu-lhe uma chapada no peito com muita força”, revela.
Antónia Pina conta que a filha não conversava com ela sobre problemas familiares, mas confessa que estranhou o seu comportamento após o desaparecimento do genro. “Ela veio dizer-me [que Luís Grilo estava desaparecido] eu fiquei muito agitada, muito aflita e ela disse-me: mãe, não estejas assim, não estejas a chorar”, recorda Antónia Pina.

“Não quero acreditar que tenha posto um monstro no mundo”
A mãe da suspeita de ser co-autora do homicídio de Luís Grilo fala da infância da filha e de como foi “criada com muito amor, carinho e educação” e nega: “A minha filha não nasceu para ser uma assassina”.
Sobre a teoria apresentada por Rosa Grilo, que envolve diamantes e culpa três angolanos da morte do marido, Antónia Pina diz que sabia que “eles compraram uns diamantes” em Angola, mas nega tê-los visto. “Só depois de ser detida é que ela começou com esta conversa dos diamantes”, acrescenta.
“Não quero acreditar que tenha posto um monstro no mundo”, diz Antónia Pina em lágrimas e apela à filha: “Gostava que ela um dia dissesse tudo o que sabe, o que viu, o que fez para se acabar esta história. Ou então que se incrimine só a ela, se está disposta a estar 25 anos presa. Quando sair, nós se calhar já cá não estamos e o meu neto já tem 30 e tal anos”.

Encontrado sangue na arma do amante

O disparo à queima-roupa pode ter tramado Rosa Grilo e António Joaquim, pois apesar de a arma ter sido limpa foram encontrados vestígios de sangue alojados numa chapa de platina. Uma situação que ocorre quando o disparo é feito muito próximo do corpo da vítima. De acordo com o CM, a polícia científica já tinha provado que a arma que matou Luís Grilo era uma CZ7,65 mm, com o mesmo cano e estrias da pistola encontrada na casa do funcionário judicial, em Alverca do Ribatejo.

Proibida de escrever cartas

Detida há dois meses, Rosa Grilo tem enviado cartas a partir do Estabelecimento Prisional de Tires e uma, dirigida ao seu amante, António Joaquim, já lhe custou o agravamento da medida de coacção. Dessa vez, Rosa terá agredido um guarda prisional, depois de este lhe ter apreendido uma carta que endereçava a um órgão de comunicação social, avança o Correio da Manhã. A detida está agora proibida de ter acesso a papel e caneta.
Recorde-se que Rosa Grilo foi recentemente proibida de contactar com António Joaquim, depois de ter sido interceptada uma carta que afinava os pormenores da morte do triatleta.

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