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Escultor faz nascer presépio de areia em Rio Maior

Escultor faz nascer presépio de areia em Rio Maior

Jardim municipal de Rio Maior recebeu, este ano, um presépio diferente.

Edição de 19.12.2018 | Cultura

Presépio de barro, de papel, de plástico, de cartão. Há representações para todos os gostos mas Rio Maior este ano decidiu ser diferente e apostou num presépio especial, concebido pelas mãos do escultor Pedro Mira, com a ajuda de quinze toneladas de areia.
O trabalho, que se encontra no jardim municipal da cidade, foi inaugurado oficialmente no domingo, 9 de Dezembro. No total, foram mais de oitenta horas de trabalho, mais umas quantas horas de espera para que areia ficasse compactada.
“Há já algum tempo que tenho trabalhado com a empresa de animação turística Fabricadalegria e com a SandBucket. Desta vez, apresentámos o projecto à Câmara de Rio Maior que prontamente aceitou este desafio”, conta o escultor a O MIRANTE, destacando que a matéria-prima é de Rio Maior. “Nós costumamos usar uma areia específica para modelar, muito diferente da que se encontra na praia. Neste caso, não foi preciso encomendar porque Rio Maior tem esse tipo de matéria-prima e aproveitámos”, confessa o artista que já participou em mais de uma centena de eventos em 23 países.
Esta não foi a primeira vez que o escultor, residente numa aldeia no concelho de Cuba, distrito de Beja, realiza trabalhos em areia na época natalícia. “Ainda há dois anos fiz uma sagrada família no areal da praia da Nazaré, integrado na iniciativa ‘Natal na Praia’”, recorda, referindo que as suas esculturas são sobretudo figurativas, tentando representar momentos históricos.
A realizar esculturas em areia desde 2006, Pedro Mira confessa que já teve vários imprevistos durante a execução dos trabalhos, mas que nunca chegaram a comprometê-los. O artista também faz trabalhos em gelo.
Para Pedro Mira, moldar areia, cozinhar ou passar a ferro são trabalhos fáceis que faz com gosto. Já o mesmo não diz acerca de fazer cálculos. “Prefiro, sem dúvida cozinhar, fazer as tarefas domésticas e ficar com as roupas sujas, por causa da areia, do que fazer contas. É por isso, aliás, que não segui nem contabilidade nem nenhuma outra actividade nessa área”, revela.

Escultor faz nascer presépio de areia em Rio Maior

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