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Câmara de Santarém cria quatro postos de trabalho para refugiados
Ricardo Gonçalves realça o multiculturalismo do país e da região

Câmara de Santarém cria quatro postos de trabalho para refugiados

Presidente da autarquia diz que para além do acolhimento tem que haver integração.

Edição de 19.12.2018 | Sociedade

Mais importante que acolher muitos refugiados é integrá-los plenamente na sociedade escalabitana. A ideia é defendida por Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santarém que revelou a
O MIRANTE que vão ser criados quatro postos de trabalho na autarquia com o objectivo de oferecer condições de trabalho aos refugiados que em 2016 foram acolhidos no concelho.
Desde Março de 2016 que o Gabinete de Apoio ao Imigrante e Minorias Étnicas através do Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes, passou a ser responsável pelo acolhimento e integração, no município, de oito cidadãos refugiados provenientes da Síria e do Iémen (4 adultos e 4 menores).
Segundo Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara de Santarém, mais importante que acolher um maior número de refugiados é a integração plena dos que já cá estão. De acordo com o autarca a barreira mais difícil de ultrapassar é a da língua.
“Houve uma formação inicial e estamos a agendar uma nova formação para o início de 2019 com vista a melhorar este aspecto”, refere o presidente da câmara. O problema afecta sobretudo os refugiados mais velhos, uma vez que os mais novos estão, segundo o autarca, perfeitamente integrados tanto no sistema educativo como a nível social. A nova formação linguística agendada deverá capacitar os indivíduos para que possam vir a integrar os postos de trabalho a ser criados na câmara.
Ricardo Gonçalves realça o multiculturalismo do país e diz que Santarém não foge à regra, destacando a política municipal para a igualdade e não discriminação. Segundo ele, a solução ideal seria não existir necessidade de haver refugiados mas enquanto isso não acontece, o município de Santarém está aberto a todos os que necessitam de um local para viver.
Acompanhados pelos serviços de acção social, todos os refugiados que vivem na cidade têm garantidas habitação, alimentação e cuidados de saúde, além da integração dos menores no sistema escolar público português e das diversas formações para que possam aprender português.

Unidos na diferença
Para além do atendimento diário, o Gabinete de Apoio ao Imigrante e Minorias Étnicas e o Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes promovem diversas actividades no concelho, quer culturais, quer religiosas, como forma de respeitar as tradições e valores das comunidades em integração. Há por exemplo o projecto “Educação para a Interculturalidade”, apresentado nas escolas do 1º ciclo do ensino básico com o objectivo de mostrar aos alunos que as diferenças e semelhanças são fundamentais para o enriquecimento pessoal e social.

Declaração Universal dos Direitos Humanos faz 70 anos

Assinalaram-se a 10 de Dezembro os 70 anos de existência da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um texto adoptado em 1948 pela Organização das Nações Unidas com o objectivo de promover a paz e a democracia, numa sociedade ainda abalada pela barbárie da Segunda Guerra Mundial.
“Todos os cidadãos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, assim começa o primeiro de 30 artigos onde se enaltecem as liberdades individuais contra a tirania e a opressão. Sete décadas depois, parece ter sido esquecido o motivo primordial que levou à sua criação e, mais uma vez multiplicam-se guerras e sofrimento humano um pouco por todo o globo, com maior destaque, actualmente, para a Síria. Deste país já saíram mais de cinco milhões de pessoas, tentando a sua sorte em países vizinhos e na Europa.
Portugal é um dos países de acolhimento e Santarém foi um dos municípios que se disponibilizou, junto do Conselho Português para os Refugiados, para acolher e recolocar famílias de cidadãos refugiados, no âmbito da resposta europeia.

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