
Críticas entre maioria e oposição nos 105 anos do concelho de Alcanena
Sessão solene decorreu no dia 8 de Maio, na sede do município, e ficou marcada pela troca de recados entre eleitos da oposição e a presidente da câmara Fernanda Asseiceira (PS).
Ser da oposição não significa estar sempre do contra. Até porque ninguém desenvolve um concelho com palavras de maledicência. Essa foi a mensagem deixada pela presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), durante a sessão solene comemorativa dos 105 anos da fundação do concelho, no dia 8 de Maio.
A presidente do município respondia à deputada municipal Carla Pereira (CDU) e ao vereador da coligação PSD/CDS/MPT, que aproveitaram as suas intervenções para criticar a maioria socialista que governa o município referindo que não existe uma estratégia para o concelho.
“O caminho está bem definido e existe obra realizada e paga”, respondeu Fernanda Asseiceira, acrescentando que vai avançar em breve com novos projectos, como o cabaz Sénior Feliz, destinado a idosos. A presidente da Câmara de Alcanena terminou recordando a acentuada redução da dívida municipal e apontando as várias obras em curso, no valor de mais de dez milhões de euros, comparticipadas pela União Europeia.
Antes, a deputada da CDU tinha dito que, ao fim de 105 anos, o concelho de Alcanena encontra-se “estagnado, empobrecido e envelhecido”. Apontou ainda a revisão do Plano Director Municipal por concluir, a decadência do comércio no concelho, a escassez de transportes públicos e as preocupações em torno do resgate da concessão do sistema de saneamento à AUSTRA – Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena.
Também o vereador João Pinto, da coligação PSD/CDS/MPT, confessou que há falta de visão, estratégia e planeamento da gestão municipal, tendo em conta a posição cimeira em que se encontrava Alcanena na altura do 25 de Abril. “Está na hora de termos um planeamento mais ambicioso”, considerou.

Mais Notícias
Destaques

Festival do Arroz Carolino consolida-se como marca distintiva de Benavente

Azambuja e Ourém com as casas mais caras da região
