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É preciso eliminar a nuvem negra que paira sobre as questões da saúde mental
Beatriz Leiria, 20 anos e Cátia Pereira, 24 anos

É preciso eliminar a nuvem negra que paira sobre as questões da saúde mental

Duas finalistas do curso de Educação Social fizeram o estágio na Pedopsiquiatria do Hospital de Santarém e querem ficar a trabalhar na cidade onde nasceram e se formaram.

Edição de 22.05.2019 | Sociedade

Cátia Pereira e Beatriz Leiria são duas alunas finalistas do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES). E, ao contrário da tendência, gostavam de poder ficar a trabalhar em Santarém, cidade que as viu nascer e crescer. Esta não é a única tendência que contrariam, já que abraçaram um projecto inédito no âmbito do estágio profissional: pela primeira vez, duas alunas foram convidadas pelo Hospital Distrital de Santarém (HDS) para concretizarem um estágio na área da Pedopsiquiatria.
O culminar destes meses de intenso trabalho resultaram em dois dias de jornadas cuja temática se centrou na “Saúde Mental na Infância e na Adolescência”. As jornadas decorreram na ESES, nos dias 14 e 15 de Maio. As alunas conseguiram juntar docentes, psicólogos, pediatras e ainda a pedopsiquiatra do HDS, Ana Barros, coordenadora científica do estágio.
Durante cerca de cinco meses as jovens assistiram a consultas de crianças e adolescentes, cruzaram dados, em âmbito hospitalar, e até efectuaram deslocações ao meio envolvente das crianças. “É urgente desdramatizar e retirar a nuvem negra sobre estas patologias. As pessoas precisam de saber que a saúde mental é um processo que, se procurarem ajuda médica, pode vir a ser resolvido”, referiu Beatriz Leiria.
As finalistas pretendem agora alcançar a maior âmbição de qualquer jovem licenciado: começar a trabalhar na área da educação social. “A comunidade precisa de ser muito trabalhada ao nível da saúde mental. As pessoas desconhecem muito, mas também não procuram saber e aquilo que procurámos trazer deste estágio e também de todo o curso, é que têm que ser activadas respostas reais às necessidades das crianças e das famílias. Gostava muito de ter a possibilidade de trabalhar esta área na minha cidade”, rematou Cátia Pereira.

É preciso eliminar a nuvem negra que paira sobre as questões da saúde mental

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