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Mercado da Póvoa cheira a esgoto e vendedores temem pelo negócio
Maus cheiros têm incomodado clientes e comerciantes do mercado da Póvoa de Santa Iria

Mercado da Póvoa cheira a esgoto e vendedores temem pelo negócio

Entopimentos frequentes no escoamento de águas causam maus cheiros. Queixosos já expuseram o caso à Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa e pretendem uma solução urgente, antes que o negócio morra. A autarquia diz que vai melhorar as condições do recinto mas não diz quando.

Edição de 05.06.2019 | Sociedade

Quem vai comprar peixe fresco ao mercado semanal da Póvoa de Santa Iria, que se realiza às sextas-feiras, nota com facilidade o mau cheiro que se faz sentir junto às bancas dos vendedores. Descontentes com as más condições em que trabalham, os vendedores já pediram à Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa que resolva os entopimentos de águas, a canalização deficiente e o sistema de escoamento da água, que é manifestamente insuficiente, fazendo com que o chão do pavilhão, às primeiras horas da manhã, já esteja encharcado. A situação, dizem os vendedores, já vem desde a construção daquele espaço, que não foi devidamente preparado para a actividade à qual está destinado.
O cheiro nauseabundo é o principal motivo de queixa, uma vez que para além de afastar os clientes põe em causa a saúde pública. A vendedora Emília Letra já fez vários pedidos à junta de freguesia, mas diz que desde a abertura do pavilhão, há quatro anos, nada tem sido feito para melhorar as condições que se agravam de dia para dia.
“Tenho de andar a carregar baldes de água que coloco debaixo da banca, porque sempre que abro a torneira a água escorre directamente para o chão. Pior é que já apanhei uma infecção respiratória por estar a trabalhar nestas condições”, diz a
O MIRANTE. Também Maria Adelaide Araújo está incomodada com a situação e afirma que já foi várias vezes à junta de freguesia queixar-se.

Mau cheiro “vai-nos matar o negócio”
Para além das questões de higiene e saúde, a situação está a causar prejuízo aos vendedores, que pagam uma mensalidade para todas as sextas-feiras ali venderem o seu peixe. “O negócio em feiras e mercados já está a cair por si só, e com estas condições mais rapidamente se extingue. Eu, nestas condições, também não vinha aqui comprar peixe, por mais fresco que fosse, para ter de ficar com os pés encharcados e ter de levar com este cheiro que tem dias que é insuportável”, lamenta o vendedor João Francisco.
Conceição Figueiredo, uma freguesa que ouve a conversa, enquanto escolhe o peixe, confirma: “O cheiro a fossa é de facto horrível e já há mesmo quem tenha deixado de entrar aqui. Então se vierem de chinelos é para sair daqui com os pés molhados e a cheirar mal”.

Prometidas melhorias no escoamento de águas
Contactada por O MIRANTE, a junta de freguesia diz que está ao corrente da situação e a desenvolver procedimentos “com o objectivo de melhorar as canalizações existentes”. Não se compromete, porém, com uma data de previsão para o início dos arranjos.
O presidente da autarquia, Jorge Ribeiro (PS), reconhece a necessidade da intervenção devido ao entopimento frequente dos canos, atribuindo as causas às escamas e vísceras do peixe que facilmente se infiltram no sistema de águas. O autarca explicou ainda que, sempre que há um entopimento, os SMAS - entidade responsável pela água e saneamento no concelho de Vila Franca de Xira - resolvem o problema com celeridade.

Mercado da Póvoa cheira a esgoto e vendedores temem pelo negócio

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