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Vítimas da legionella querem isenção de taxas discutida no Parlamento
Vítimas do surto de legionella estão a recolher assinaturas para levar a isenção do pagamento de taxas moderadoras a discussão no Parlamento

Vítimas da legionella querem isenção de taxas discutida no Parlamento

Petição já reuniu mais de duas mil assinaturas mas são necessárias outras duas mil. Está em curso um abaixo-assinado para recolher as quatro mil assinaturas necessárias para levar o assunto a discussão no plenário na Assembleia da República. Vítimas querem criação de regime de excepção que permita a isenção do pagamento de taxas moderadoras.

Edição de 05.06.2019 | Sociedade

Isenção do pagamento de taxas moderadoras nos hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar e isenções no pagamento de exames médicos são duas das reivindicações deixadas pelas vítimas do surto de legionella de Vila Franca de Xira numa petição que querem entregar ao presidente da Assembleia da República.
Está em curso uma recolha de assinaturas das vítimas visando recolher as quatro mil necessárias para levar a pretensão a discussão em plenário no Parlamento. Para já estão recolhidas mais de duas mil mas ainda há um longo caminho a percorrer e as vítimas pedem a ajuda da população.
Além das isenções no pagamento de taxas, as vítimas pedem também comparticipações estatais na compra dos medicamentos prescritos pelos médicos para tratar as doenças resultantes da infecção da bactéria da legionella, que infectou mais de 400 pessoas no surto de 2014. A maioria, recorde-se, ficou para sempre com sequelas a nível respiratório e é obrigada a tomar medicamentos para o resto da vida - medicamentos esses sem qualquer tipo de comparticipação e que chegam a custar mais de 100 euros por embalagem que dá para 30 dias.
“A aceitação da população tem sido muito positiva e toda a gente que abordamos tem tentado ajudar e assinado a petição. Mesmo quem não foi uma vítima directa da legionella percebe que poderia ter acontecido com elas. Toda a gente nos diz que quer apoiar e dá força para irmos em frente”, explica a O MIRANTE Nuno Silva, presidente da Associação de Apoio às Vítimas do Surto de Legionella de Vila Franca de Xira.

Não deixar o assunto adormecer
A petição está a circular exclusivamente em papel e, em particular, nas localidades mais afectadas pelo surto – Alverca, Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Vialonga – e está disponível em cafés, empresas e associações. “O apelo que deixamos é para que as pessoas do concelho se juntem e que ajudem as pessoas que estão a recolher as assinaturas, é mais uma força que dão às vitimas da legionella para que o assunto não adormeça”, conta.
Na petição as vítimas lamentam que desde o surto até aos dias de hoje as pessoas afectadas não tenham tido praticamente apoios nenhuns, quer das entidades oficiais quer das empresas de onde partiu o surto. A petição lembra que muitas das vítimas são pessoas de fracos recursos, algumas que tiveram de abandonar os seus empregos e nem sempre têm capacidade de pagar as taxas que lhes são cobradas.
Lembrando que não há tragédias de primeira nem de segunda, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, também já defendeu publicamente, em Março, a criação de um regime de excepção para isentar as vítimas, notando que seria a atitude social mais justa por parte do Estado.

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