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Condenados por venderem droga à porta de escolas de Santarém
Grupo vendia drogas à porta das escolas secundárias, mas também junto ao hospital e centro de saúde

Condenados por venderem droga à porta de escolas de Santarém

Do grupo desmantelado no ano passado, o cabecilha apanhou oito anos de prisão e os restantes foram condenados a penas entre os cinco anos e seis meses e os dois anos e seis meses.

Edição de 18.06.2019 | Sociedade

O cabecilha de um grupo de Santarém que se dedicava a vendar droga à porta das escolas da cidade e outros locais de grande movimento foi condenado a oito anos de prisão. O arguido, de 39 anos, distribuía a droga por outros elementos que a vendiam aos consumidores, alguns menores de idade. A companheira e a filha do líder do negócio tratavam da parte administrativa, atendendo os telefonemas de consumidores e dando indicações sobre como deviam proceder e a quem deviam dirigir-se para obterem a droga.
Ao todo estavam acusados de tráfico nove pessoas, das quais duas foram absolvidas. As restantes sete foram condenadas a penas entre os oito anos e os dois anos e seis meses de prisão. O negócio fazia-se à porta das duas escolas secundárias, a Ginestal Machado e a Sá da Bandeira, mas também junto ao centro de formação na zona industrial de Santarém. O Tribunal de Santarém deu como provado que os arguidos também entregavam droga junto a hospital distrital, no centro comercial e no estacionamento do E.leclerc, bem como em frente ao Centro de Saúde de S. Domingos.
O principal arguido e cabecilha do grupo assegurava o fornecimento do produto, como haxixe, cocaína e heroína, aos seus colaboradores e, refere o acórdão do Tribunal de Santarém, “controlava a carteira de clientes, reencaminhava chamadas de consumidores para os seus ajudantes e distribuía os lucros pelos vendedores. Este negócio da droga durou cerca de ano e meio, desde o início de 2017 até Maio de 2018, altura em que as autoridades fizeram buscas às residências dos arguidos e desmantelaram o grupo.
Para a condenação dos arguidos, o tribunal baseou-se como prova nas escutas telefónicas. O acórdão sublinha que na intercepção das comunicações está espelhada de forma clara a actividade de tráfico de droga, a intervenção de cada um e a responsabilidade de cada um deles no negócio. O colectivo de juízes que julgou o caso teve em conta também as apreensões de droga e de dinheiro, salientando a grande quantidade. Só na casa do líder do grupo, Marco Amorim, foram encontrados 36.502 euros e 1151 doses de canábis.
O tribunal condenou o principal arguido em oito anos de prisão e a segunda pena mais pesada foi para um dos vendedores, Nuno Silva, que apanhou cinco anos e seis meses de prisão. A companheira do líder do grupo foi condenada a cinco anos de prisão, enquanto a filha de ambos apanhou quatro anos e seis meses. As duas arguidas beneficiaram da suspensão da pena por períodos iguais aos das condenações. Outros dois vendedores apanharam três anos e seis meses de prisão, tendo um deles ficado com pena suspensa. A pena mais baixa, que também foi suspensa na sua execução, foi de dois anos e seis meses.

Condenados por venderem droga à porta de escolas de Santarém

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