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Presidente da AIP quer alargamento da base exportadora e diversificação de mercados
José Eduardo Carvalho

Presidente da AIP quer alargamento da base exportadora e diversificação de mercados

José Eduardo Carvalho acredita que exportações podem atingir peso de 50% no PIB. O dirigente associativo alerta para o risco da actual fragmentação do movimento associativo e para o facto do espaço das associações empresariais estar a ser ocupado pelas confederações, pelas Comunidades Intermunicipais, pelos clusters, e até por algumas entidades públicas.

Edição de 27.06.2019 | Economia

“Só é possível uma estratégia convergente com a União Europeia se houver crescimento e se este se basear nas exportações”, defendeu José Eduardo Carvalho, na sessão de abertura do 1º Fórum Empresarial da Beira Baixa, no dia 14 de Junho. “Houve uma mudança estrutural da economia portuguesa. É muito trabalho das empresas e também dos governos. E a política pública aqui tem funcionado muito bem”, admitiu o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP).
De acordo com José Eduardo Carvalho, “é necessário alargar a base exportadora, pois só existem 25 mil empresas a exportar de forma regular, das quais 90% têm uma intensidade exportadora inferior a 30%. E daquelas, 10 mil estão concentradas num só mercado. Há necessidade de diversificação de mercados”.
Para se atingir o objectivo de chegar ao peso de 50% das exportações no PIB, sugeriu que as associações empresariais apostem nas empresas que têm uma intensidade exportadora inferior a 30%, bem como nos mercados que não estão consolidados e nos emergentes e que passem a desenvolver projectos que estejam situados no patamar mais elevado na escala de valor que implique uma actividade muito mais exigente, com um nível de sofisticação maior.
O presidente da AIP salientou ainda o que considera ser o “papel incontornável” que as associações empresariais regionais podem ter no apoio ao desenvolvimento económico de uma região, embora reconheça que actualmente há uma “conjuntura adversa para o associativismo empresarial”.
“Há uma crise de representatividade orgânica nos interesses económicos. O associativismo empresarial está a passar por isso. Anda-se a fragmentar o movimento associativo e há uma grande sobreposição. O espaço das associações empresariais está a ser ocupado pelas confederações, pelas Comunidades Intermunicipais, pelos clusters, e até por algumas entidades públicas”, finalizou.

Presidente da AIP quer alargamento da base exportadora e diversificação de mercados

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