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Bem-estar animal na agenda política de Vila Franca de Xira
Um cavalo foi colhido com violência por um toiro e acabou por morrer em consequência dos ferimentos

Bem-estar animal na agenda política de Vila Franca de Xira

Vereador quer recobro para os touros e medidas de protecção animal. Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira concorda mas lembra as especificidades daquela festa. A discussão foi sobre o Colete Encarnado mas, certamente vai estender-se à Feira de Outubro.

Edição de 31.07.2019 | Sociedade

A festa do Colete Encarnado foi este ano considerada, pela organização, como um sucesso e uma das maiores edições de sempre com mais de 250 mil visitantes. Mas o Bloco de Esquerda manifestou na última reunião de câmara de Vila Franca de Xira a sua preocupação com eventuais atropelos ao bem-estar animal e propôs a criação de um regulamento municipal de bem-estar animal para as esperas de touros do futuro.
O vereador Carlos Patrão não partilha da ideia que tudo tenha corrido bem e diz que é preciso evoluir no sentido de haver mais respeito pelos animais, defendendo que o regulamento coloque um ponto final, por exemplo, nas pessoas que atiram objectos aos touros. “É uma situação indigna que me faz muita confusão”, lamenta. O autarca também quer ver implementado um período de recobro dos touros à sombra depois do transporte, para que possam descansar antes das largadas.
O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), fez um balanço positivo das festas e agradeceu o empenho de todos os trabalhadores do município na sua realização. Concorda que há matérias a melhorar mas lembra que se trata de um evento com muitos milhares de pessoas e onde o controlo absoluto é difícil. “Estamos numa festa de amizade e confraternização e muitas vezes temos de ter alguma tolerância sobre certas matérias. Senão o encanto do Colete Encarnado perde-se. Se vamos restringir tudo e criar regras para tudo a espontaneidade que as coisas têm de ter perde-se”, defendeu.

Cavaleiros fora das esperas
A propósito da morte de um cavalo na sequência de uma colhida junto à praça de touros, o presidente do município não exclui a possibilidade de, no futuro, reservar o interior das mangas das largadas para os campinos e deixar de fora os cavaleiros. “Sobre os cavaleiros amadores dentro do recinto concordo que seja necessário ir mais além do que temos feito, por isso vamos analisar e pensar”, admite.
O município tem implementado, desde há cinco anos, um plano de protecção civil para os três dias da festa. Estão sempre em permanência durante as festas dois veterinários municipais para acudir às necessidades dos animais.
Este ano houve 45 feridos ligeiros e dois feridos graves nas largadas de toiros. Estiveram ao serviço, nos três dias, 44 viaturas de polícia e bombeiros e 101 operacionais. As esperas deste ano, recorde-se, ficaram marcadas pela colhida de um cavalo, junto à praça de toiros, na tarde de sábado, 6 de Julho. O animal foi perfurado e um cavaleiro caiu ao chão, escapando sem ferimentos.
Os dois veterinários do município foram de imediato ao local mas só puderam prestar apoio ao cavalo depois do touro ser retirado da manga, operação que durou perto de uma hora. O cavalo acabaria por morrer de hemorragias internas.

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