
Presidente de Almeirim apresenta queixa dos Correios
Autarca socialista vítima do mau serviço da empresa CTT- Correios de Portugal reclama na autoridade de comunicações e diz que a triste realidade da distribuição postal só mudará quando o serviço voltar a ser do Estado.
O presidente da Câmara de Almeirim, indignado com o serviço dos Correios, apresentou uma queixa contra a empresa na Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom. O autarca socialista considera o serviço uma triste realidade tendo em conta a sua experiência. Pedro Ribeiro recebeu na segunda-feira correio acumulado de várias semanas, entre o qual cartas com um mês de atraso. Na mesma rua onde mora o autarca há quem tenha recebido oito cartas atrasadas.
Pedro Ribeiro diz que é a primeira vez que faz uma reclamação junto da Anacom e fê-lo para marcar posição e pela irritação que o serviço lhe está a causar, apesar de ter dúvidas que a queixa venha a ter algum resultado. Para o autarca a realidade do mau serviço dos CTT só muda quando retirarem a concessão do serviço postal e este passe a ser prestado de novo pelo Estado. Esta posição do autarca vem na linha do que defendem o PCP e o BE que pretendem a renacionalização da CTT - Correios de Portugal, controlada por privados, que têm a concessão até Dezembro deste ano.
Em tom bastante crítico, o autarca sublinha que a empresa “já se mostrou totalmente incompetente na gestão de algo fundamental nas nossas vidas”. E realça que é “urgente” que o serviço seja novamente público, caso contrário pensar-se que as pessoas podem receber o correio a tempo e horas é “uma miragem”. O autarca revela que recebeu de uma vez três revistas semanais, a carta para pagar o IMI com cerca de um mês de atraso e uma carta verde mais de mês e meio depois de ter pago o seguro automóvel.
O descontentamento do presidente não abrange os carteiros, que, refere “continuam no terreno, dia após dia, a fazer um trabalho que é cada vez mais difícil”. Para o autarca os profissionais têm o trabalho dificultado em grande parte “por decisões de uma administração que não se preocupa com o serviço, mas apenas com os lucros”.
