VFX quer sanções a operadores de transportes que não cumpram
Queixas de passageiros e autarcas continuam por causa de autocarros em número insuficiente e até inexistentes em algumas áreas.
A forma como os operadores de transportes rodoviários estão a actuar no concelho de Vila Franca de Xira nesta fase de desconfinamento tem deixado muito a desejar e o município fez saber na última semana que quer a Área Metropolitana de Lisboa (AML), enquanto autoridade de regulação e gestão dos transportes naquele território, a sancionar os operadores que não cumpram.
O município escreveu à AML pedindo mão severa sobre os operadores que não estão a cumprir com todas as carreiras e horários com que se comprometeram, não disponibilizando autocarros suficientes para cumprir as regras de afastamento social e não oferecendo autocarros em algumas localidades, como acontece na Calhandriz, mesmo depois de O MIRANTE ter dado nota do crescente desagrado dos passageiros.
Vários passageiros têm deixado queixas nos livros de reclamações e também no município. “Tivemos diversas queixas telefónicas que chegaram à câmara municipal relativas ao funcionamento e lotação dos autocarros que circulam no concelho. Sobretudo incumprimento das regras sanitárias de distanciamento físico e social e da não lotação de dois terços”, confirma Alberto Mesquita, presidente do município. O autarca garante que já foi solicitado à AML que inspeccione e verifique junto dos operadores onde estão os problemas.
“Os operadores devem assumir horários de acordo com os pagamentos que lhes são feitos pela AML. À AML não resta outra solução senão sancionar os operadores que não cumprem. Não podem prestar um serviço tão mau como estão a prestar neste momento”, critica.
Alberto Mesquita admite que alguns operadores estão numa situação de “grande dificuldade” mas reforça que quem paga passe e usa os transportes públicos “não tem culpa disso” e merece ter um serviço de qualidade. Entre as carreiras que o município exigiu à AML que faça monitorização constante e urgente estão as urbanas de Vila Franca de Xira e carreiras como a 322, 324, 325, 347, 351 ou 353, que vai de Lisboa (Campo Grande) à Quinta da Maranhota, em Vialonga.
Na noite de terça-feira, já depois da hora de fecho desta edição de O MIRANTE, o secretário executivo da AML, Carlos Humberto, foi chamado a prestar esclarecimentos sobre o problema perante os eleitos da assembleia municipal, assunto do qual o nosso jornal dará nota na próxima edição.