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Mercado de Alhandra recebe este Verão obras esperadas há anos
Mercado de Alhandra vai ficar como novo em Outubro depois de décadas à espera de obras

Mercado de Alhandra recebe este Verão obras esperadas há anos

Trabalhos eram há muito reclamados por vendedores e clientes que lamentavam o estado de degradação do espaço.

Edição de 02.09.2020 | Sociedade

Arrancaram este mês as obras de reparação e beneficiação no mercado retalhista de Alhandra, que devem decorrer até Outubro. Representam um investimento da Câmara de Vila Franca de Xira na ordem dos 135 mil euros que pretende dar resposta às exigências dos vendedores e clientes do espaço, que há muito criticavam o estado de degradação do imóvel. O espaço tem cerca de uma dezena de comerciantes, entre vendedores de fruta, peixe e legumes.
Entre as novidades está a reparação da cobertura, incluindo a remoção das peças em fibrocimento, um material contendo amianto, substância potencialmente cancerígena. A degradação da cobertura era um problema grave já que em alguns locais deixava passar água da chuva. As fachadas vão ser reparadas e pintadas, o revestimento das paredes interiores vai ser substituído e será reforçada a drenagem pluvial do espaço, ao nível das grelhas de pavimento, caleiras, algerozes e tubos de queda.
Nesse edifício icónico do centro da vila de Alhandra, propriedade da Misericórdia local, serão também reparadas e beneficiadas as bancadas do mercado, com substituição e beneficiação de pavimentos interiores e revisão e melhoramento da iluminação interior.
O presidente da União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, Mário Cantiga, diz que a intervenção anunciada pelo município é positiva e trará maior dignidade ao espaço. Esperar para ver é a palavra de ordem com o autarca a admitir que será preciso muito mais do que reparações para verdadeiramente revitalizar aquele mercado. “O maior problema do mercado é a sua gestão, que tem de sofrer uma transformação profunda. Os comerciantes precisam de se adaptar aos novos ritmos de vida e ir ao encontro dos clientes ao invés de ser ao contrário, maximizando e adaptando os horários às novas necessidades”, sugere.
O mercado tem no interior diversos espaços e lojas que o município quer adaptar para que possam ser palco residente de micro empresas e start-ups. Mário Cantiga diz que a junta também já pisca o olho a uma galeria ali existente e que tem estado há anos sem uso. “Temos uma actividade cultural muito forte e precisamos daquela galeria em complemento ao nosso museu”, avança o autarca, que diz estar a preparar-se para enviar um ofício ao município visando a cedência do espaço à junta.

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