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Esgotos inundam casas na aldeia de Virtudes
Esgotos inundaram a casa de José Matos que durante quatro dias foi obrigado a tomar banho em casa de um vizinho. O problema é proveniente do sistema de saneamento público e há anos que está por resolver.
Águas do esgoto inundam regularmente a habitação de José Matos, na Rua Visconde D’Asseca, nas Virtudes, concelho de Azambuja. O morador desespera e garante que devido aos cheiros é impossível viver dentro da sua própria habitação. Recentemente, durante quatro dias, teve a casa inundada e teve de tomar banho na casa de um vizinho.
Contactada por O MIRANTE, a Águas de Azambuja refere que perante as queixas tem enviado com “prontidão os meios necessários à verificação e resolução da potencial avaria na rede pública municipal de águas residuais domésticas.
O problema surge sempre que a caixa que recebe as águas de esgoto, da responsabilidade da empresa privada Águas de Azambuja, fica cheia fazendo com que “os detritos se acumulem e fiquem estagnados”. Depois é só uma questão de tempo até “fazerem refluxo” e começarem a sair pelas sanitas e lavatórios da casa. No bairro, mais moradores sofrem com o mesmo problema e há quem tenha investido em bombas e construído caixas maiores para fugir ao cheiro insuportável e a um problema de saúde pública.
José Matos já apresentou queixa, por diversas vezes, na Águas de Azambuja mas nada tem sido feito para resolver em definitivo o problema que se agrava cada vez mais, sobretudo quando chove. No dia em que O MIRANTE foi ouvir o morador, a protecção civil municipal e técnicos da Águas de Azambuja estavam no local a esvaziar a caixa e a desentupir os canos. “Foi uma ajuda mas não vai resolver, daqui a oito dias está igual”, lamentou o morador, explicando que já gastou 1.500 euros para fazer uma nova caixa na via pública para dividir as águas pluviais das águas sujas, que de pouco valeu porque o sistema de ligações está mal feito de origem.
Sempre que chove José Matos tem de ficar de olho nas casas-de-banho, porque o mais provável é a água começar a subir na sanita e inundar o espaço. Para tomar banho fica impossível e até para cozinhar se torna difícil, devido ao cheiro e porcaria que se espalha pela casa e garagem. “Não mereço viver assim, nestas condições”, diz o jurista de profissão, criticando que estas empresas privadas pensam muitas vezes apenas no lucro ignorando os problemas que afectam a vida das pessoas.
A Câmara de Azambuja conhece bem o problema mas descarta responsabilidades, pois o saneamento está concessionado à Águas de Azambuja. No que respeita ao encaminhamento das águas pluviais, que é da responsabilidade da autarquia, foi feita há quatro anos uma obra na rua para melhorar a canalização.
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