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Legislação laboral e mão-de-obra são principais entraves à competitividade

Inquérito à Actividade Empresarial da AIP desenvolveu-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas.

As empresas nacionais que participaram no inquérito anual da AIP à Actividade Empresarial elegem como principal entrave à sua competitividade o Mercado Laboral.
Entre os respondentes, 25% elegem a legislação laboral e a mão-de-obra como o principal factor que as impede de competir da melhor forma. Entre outros factores referenciados pelas empresas estão igualmente o sistema fiscal (18%) e a conjuntura internacional (17%).
Além destes, as empresas referem ainda a carga administrativa (13%), os custos energéticos (11%), mas também a digitalização (6%) e o sistema judicial (4%).
Também no que diz respeito às exportações (53% das empresas inquiridas desenvolvem actividade exportadora), as empresas sinalizam o nível de procura externa como o factor mais crítico para a exportação, sendo assinalado por 60% como principal constrangimento.
De igual forma, o nível de concorrência, a existência de parcerias e a logística e transportes são referenciados como relevantes para a sua actividade para 52%, 34% e 22%, respectivamente.
Em 2025, mais de 65% das empresas afirmam ter mantido ou incrementado os seus níveis de investimento, com 7% a avançarem um aumento muito superior quando comparado com o ano anterior. Já 22% das empresas avançaram menores investimentos e 3% muito menor.
O equipamento produtivo foi o destino do investimento para 34% do total investido. A digitalização com 11% e a qualificação de recursos humanos com 8% são as áreas que fecham o pódio. A Investigação e Desenvolvimento continuou a não ser uma área prioritária, recolhendo apenas cerca de 8%. Aliás, 38% das empresas afirmam no mesmo inquérito que nunca investiram em I&D, 31% raramente o fazem, enquanto 28% investem frequentemente e 3% de forma permanente.
Questionadas sobre a avaliação da situação financeira actual, a maioria (41%) considera que é normal, ou boa (29%), enquanto 16% a classificam como má e apenas 3% como muito má. As empresas que dizem estar muito boas representam 10% dos respondentes.
No conjunto das empresas inquiridas e sobre o recurso a crédito bancário, 45% afirma recorrer de forma pontual a este tipo de financiamento, enquanto 26% o fazem de forma regular e 29% não recorrem aos bancos para obter os recursos que necessitam. A taxa a que se financiam as empresas que recorrem varia entre 30% (abaixo de 2%) e os 8% (acima de 6%). Um terço das empresas diz financiar-se a uma taxa entre os 2 e os 4% e 30% entre os 4 e os 6%.
O Inquérito à Actividade Empresarial em Portugal, realizado pela AIP desde 1995, desenvolveu-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas.

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