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Videovigilância divide opiniões no executivo do Cartaxo

A instalação de um sistema de videovigilância no concelho do Cartaxo está oficialmente em marcha, mas a discussão política está longe de estar encerrada. A câmara municipal ractificou o protocolo de cooperação com a Guarda Nacional Republicana (GNR), dando luz verde ao processo, numa decisão que reuniu apoio generalizado, mas expôs divergências quanto à real dimensão da criminalidade e à forma como a segurança deve ser garantida. O vice-presidente Pedro Reis sublinhou que a medida concretiza um compromisso assumido pelo executivo em articulação directa com a GNR e esclareceu que o sistema não terá apenas uma vertente de prevenção criminal. Parte das câmaras previstas para a Estrada Nacional 3, explicou, respondem também a necessidades de segurança rodoviária e gestão do tráfego. “O sistema de videovigilância não é só para controlar comportamentos, é também para ajudar a regular a circulação do trânsito”, afirmou, garantindo que o procedimento de contratação pública será lançado ainda este ano.
Do lado do PS, o vereador Ricardo Magalhães questionou a ausência de câmaras em algumas freguesias mencionadas no protocolo, Vale da Pinta, Valada, Ereira e Lapa, e pediu esclarecimentos sobre os critérios que orientaram a escolha dos locais. Luís Albuquerque, do Chega, que substituiu a vereadora Luísa Areosa na sessão, saudou o avanço do processo e recordou que o partido tem defendido de forma insistente a implementação de videovigilância. O autarca considerou que a percepção de insegurança tem vindo a crescer e alertou para a necessidade de agir preventivamente.
Pedro Reis contrapôs que os pontos de instalação foram identificados pela GNR com base em critérios técnicos e sublinhou que “felizmente” houve freguesias onde as autoridades não viram necessidade de instalar câmaras. Quanto ao alegado aumento da criminalidade, rejeitou essa leitura, afirmando que os dados oficiais não apontam para uma subida dos crimes no concelho. Criticou ainda o que classificou como uma “onda de populismo” que alimenta a ideia de que o Cartaxo é uma terra insegura. “Moro aqui há quase 50 anos e nos anos 80 já as pessoas cometiam crimes e vão continuar a existir. Mas não vamos cavalgar esta onda de que temos de encher o Cartaxo de câmaras para vigiar as pessoas”, afirmou, defendendo uma utilização “circunscrita” do sistema e rejeitando qualquer cenário de vigilância generalizada.

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