Violência em jogo de futebol jovem: Fazendense diz ser episódio isolado prontamente resolvido
Num jogo de iniciados entre o Fazendense e a Académica de Santarém, registaram-se agressões que mancham o verdadeiro espírito do futebol jovem. O clube de Fazendas de Almeirim diz que não aceita comportamentos incorrectos e que se tratou de um episódio isolado.
As agressões registadas no jogo de iniciados entre o Fazendense e a Académica de Santarém são mais um retrato de um problema que deixou de ser excepção no futebol distrital da região ribatejana. Em causa está o facto de um jogador da equipa de fazendas de Almeirim ter dado um murro no adversário numa disputa de bola. O director técnico do clube, Ricardo Saraiva de Oliveira, admite que o jovem atleta do Fazendense teve “uma atitude errada”, mas sublinha que o lance foi “imediatamente enquadrado no próprio momento competitivo”.
Segundo o responsável, o árbitro optou por uma abordagem pedagógica e o treinador substituiu o jogador de imediato, numa intervenção que o clube considera essencial para uma leitura equilibrada do que se passou. O Fazendense afirma que não aceita comportamentos incorrectos dentro de campo, mas defende que o episódio foi isolado e prontamente resolvido. “Houve intervenção, correcção e resposta imediata”, refere Ricardo Saraiva de Oliveira, acrescentando que o clube não pode aceitar que o caso seja transformado numa narrativa alarmista que prejudique a imagem dos jovens atletas e da instituição.
Em muitos dos casos, tal como O MIRANTE tem vindo a noticiar, os pais são parte central do problema. São eles, demasiadas vezes, os primeiros a incendiar o ambiente nas bancadas, a pressionar árbitros, a provocar jogadores adversários e a dar aos filhos o pior exemplo possível. “Quando um adulto se transforma no principal agente de violência num jogo de crianças ou adolescentes, já não está a defender ninguém, está apenas a contribuir para a degradação do desporto”, refere um dirigente com quem O MIRANTE conversou.
O histórico recente mostra que o problema não é novo nem isolado. Um dos casos mais graves aconteceu num jogo da União da Chamusca, em Março de 2025, com o comportamento de alguns “adultos” a custar pesadas multas ao clube e a obrigar à realização de um jogo à porta fechada. Na altura, um dirigente associativo dizia a O MIRANTE que estes pais “deviam ser banidos de todos os campos”.

