Cartaxo reforça resposta social para travar novas bolsas de pobreza
Aumento do custo de vida está a empurrar famílias sem historial de carência para situações de vulnerabilidade e levou o município a intensificar a vigilância social e o apoio no terreno.
A Câmara do Cartaxo garante que está a reforçar a resposta social no concelho perante o agravamento do custo de vida, numa altura em que começam a surgir novos casos de famílias vulneráveis sem historial anterior de carência. O alerta foi deixado pelo vereador do PS, Ricardo Magalhães, na reunião de câmara de 2 de Abril, onde defendeu uma monitorização activa para prevenir situações de risco como despejos, cortes de serviços essenciais ou falta de alimentação. O autarca socialista chamou a atenção para a necessidade de identificar atempadamente agregados familiares que, devido ao actual contexto económico, passaram a viver em situação de fragilidade. Ricardo Magalhães salientou que há famílias que nunca precisaram de ajuda, mas que hoje enfrentam dificuldades acrescidas para suportar despesas básicas.
O presidente da câmara, João Heitor, reconheceu esse cenário e assegurou que os serviços sociais do município têm as situações de risco sinalizadas e em acompanhamento. Segundo o autarca, a câmara está a apoiar muitas famílias trabalhadoras que, fruto do enquadramento económico global, passaram a necessitar de apoio. Sublinhou ainda que o município actua em articulação com várias entidades parceiras, entre elas o Banco Alimentar, no âmbito do Conselho Local de Ação Social. João Heitor frisou, contudo, que a estratégia do município não passa por perpetuar a dependência. “Não queremos alimentar em momento nenhum a pobreza”, afirmou, defendendo antes uma intervenção que dê às pessoas ferramentas, competências e capacidade para ultrapassar as dificuldades.
Também a vereadora Fátima Vinagre reforçou que a autarquia dispõe de técnicos certificados que acompanham de perto a comunidade e trabalham com base num diagnóstico permanente das situações de vulnerabilidade. Qualquer cidadão pode sinalizar casos de risco, cabendo depois aos serviços avaliar e encaminhar as respostas adequadas. A autarca destacou ainda o trabalho do Núcleo de Garantia para a Infância, estrutura que junta escolas, psicólogos e assistentes sociais no acompanhamento de crianças em situação mais delicada.

