Sociedade | 09-07-2015 13:15

Ministério da Justiça planeou mal a instalação do Tribunal do Comércio em Vila Franca de Xira

A ministra da justiça, que liderou a reforma do mapa judiciário e decidiu instalar o Tribunal do Comércio em Vila Franca de Xira, "esteve mal" em todo o processo e fez um "planeamento deficiente" da situação. A crítica foi deixada pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), na última reunião do executivo, voltando a garantir que o município "fez tudo o que lhe competia e estava ao alcance" para que aquela estrutura fosse instalada no concelho. O que ainda não aconteceu, passados dez meses desde a reforma do mapa judiciário, estando o tribunal a funcionar em Loures, em contentores. "Se alguém esteve mal em todo este processo foi a ministra da justiça. Disse que o tribunal vinha para cá sem cuidar de saber se o Palácio da Justiça tinha condições para receber o Tribunal do Comércio. Fez um planeamento deficiente por causa da exigência temporal que foi imposta", criticou o autarca. O presidente do município continua a criticar a forma como todo o processo foi conduzido, sem uma "única informação formal" de que o tribunal ficaria em Vila Franca de Xira. "Mesmo assim veio um juiz aqui à câmara pedir a nossa ajuda para levar os processos para Loures", notou o autarca, que recusou dar apoio e obrigou o ministério a recorrer a militares para transportar os processos de Vila Franca de Xira para Loures.Alberto Mesquita garante que tem estado em constante contacto com a responsável pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, a juíza Albertina Pedroso, e que já existe um acordo de princípio sobre uma localização. * Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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