Sociedade | 05-10-2015 13:49

Produtores preocupados com o nível de sal na água do Tejo

Os produtores agrícolas da lezíria do Tejo estão preocupados com o aumento do nível de salinidade da água que pode colocar em perigo a sustentabilidade das terras e, consequentemente, a produção futura de culturas como as do milho, tomate, arroz e melão. O facto de o caudal do rio estar cada vez mais baixo, com menos água a chegar vinda de Espanha, faz com que a água salgada das marés, que chega praticamente até Valada do Ribatejo, concelho do Cartaxo, se esteja a sobrepor à água doce e a infiltrar-se nos solos. Ainda que este ano os níveis ainda estejam nos limites aceitáveis de 0,5 gramas de sal por litro de água, a tendência da última década tem sido a de subida. Em 2005 registaram-se níveis de 4 gramas por litro, valores que se repetiram em 2011, o que constitui um perigo para as culturas."O problema é a salinização dos terrenos agrícolas, sobretudo nesta que é a zona mais fértil do país. Não é só no leito do rio, mas também nos lençóis freáticos, o que complica ainda mais a situação. É muito preocupante, porque pode comprometer as culturas, e são mais de 300 as empresas que operam nesse ramo nesta área", esclareceu Joaquim Madaleno, presidente da Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira.* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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