Sociedade | 08-11-2018 20:00

Ex-presidente da Câmara de Coruche em esquema com jogadores ilegais

Ex-presidente da Câmara de Coruche em esquema com jogadores ilegais

Ministério Pública acusa Dionísio Mendes, o tesoureiro da câmara, o ex-dirigente do Coruchense e dois angariadores de obtenção de proveitos económicos, à custa da vulnerabilidade dos futebolistas estrangeiros.

O ex-presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes, o tesoureiro da autarquia, Carlos Neves, e o ex-presidente do Grupo Desportivo “O Coruchense”, Ricardo Santos, estão acusados de angariação de mão-de-obra ilegal, na sequência de uma investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que concluiu que o clube era uma plataforma para a introdução de jogadores estrangeiros em Portugal.

No processo que se encontra em fase de instrução criminal, pedida pelos arguidos, estão ainda acusados do mesmo crime um fiscal dos SMAS de Vila Franca de Xira e um empresário, que angariavam os jogadores.

Figura central no processo é Carlos Neves, tesoureiro da câmara municipal e do clube e, segundo o SEF, era pessoa que tinha autonomia financeira para gerir o clube e era quem tratava da vinda dos estrangeiros através de contactos com o funcionário dos SMAS, Vasco Antão, angariador dos jogadores.

O relatório de investigação do SEF de Santarém refere ainda que numa primeira fase os responsáveis por esta situação foram Neves e Antão, mas que foi com Dionísio Mendes que o clube procedeu ao acolhimento de mais estrangeiros em situação irregular.

O crime de angariação de mão-de-obra ilegal de forma reiterada é punido com prisão entre dois e cinco anos.

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