Sociedade | 29-12-2018 15:00

Estamos no fim do ano e a EN114 continua por reabrir

Estamos no fim do ano e a EN114 continua por reabrir
SANTARÉM

Decisão depende da Infraestruturas de Portugal e o impasse foi classificado como “uma vergonha” na última sessão da assembleia municipal.

“É inadmissível” que o troço da EN114 em Santarém continue por reabrir, mais de quatro anos passados sobre o deslizamento de terras na encosta de Santa Margarida que levou ao corte do trajecto mais curto entre o planalto citadino, a Ribeira de Santarém e a ponte D. Luís.

A consideração foi proferida pelo eleito da CDU Francisco Madeira Lopes na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém. O autarca afirmou que se trata de “uma vergonha para o Governo, para a administração central e também para a Câmara de Santarém”, tendo perguntado como se explica esta situação.

O presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), reiterou que da parte da autarquia estão concluídas já há algum tempo as obras de consolidação da encosta de Santa Margarida, pelo que a decisão de reabrir a estrada está nas mãos da empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP).
Ricardo Gonçalves informou ainda que só falta a IP colocar inclinómetros (instrumentos geotécnicos para medir deslocamentos de terras) na encosta para que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) dê aval à reabertura da estrada.

Na sequência dessa intervenção, Paulo Chora (BE) perguntou o que é que a Câmara de Santarém pretendia fazer face ao impasse existente, até porque a Infraestruturas de Portugal tinha previsto a reabertura da estrada para meados de Outubro. Mas, precisamente nesse mês, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, alargou o horizonte temporal, dizendo que esse troço devia ser reactivado até final de 2018. A medida estaria dependente da colocação dos inclinómetros e de um parecer do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que garanta a segurança da circulação rodoviária na zona.

A estrada, recorde-se, encontra-se encerrada ao trânsito nesse trajecto desde Agosto de 2014. A supressão dessa via obriga ao desvio do trânsito pela Ribeira de Santarém que cria alguns transtornos, nomeadamente junto à estação ferroviária.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1417
    21-08-2019
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1417
    21-08-2019
    Capa Médio Tejo