Sociedade | 10-05-2019 10:00

Contas do Cartaxo continuam difíceis mas com sinais de melhoria

Presidente do município diz que situação da autarquia é melhor hoje do que quando tomou posse em Outubro de 2013.

O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), diz que o resultado do esforço de recuperação financeira do município reflecte-se no relatório de gestão e contas de 2018, depois da situação de ruptura que a autarquia viveu. O autarca afirma que os indicadores mostram não só a evolução muito positiva das contas da câmara, mas também repõem a credibilidade no município.

Pedro Magalhães Ribeiro adianta que os resultados líquidos do município melhoraram 136 mil euros comparativamente a 2017, fixando-se no final de 2018 em mais de um milhão e 138 mil euros positivos. O presidente da câmara aponta também a redução dos valores dos pagamentos em atraso a mais de 90 dias (menos 22 milhões de euros e 830 mil euros entre Outubro de 2013 e Dezembro de 2018).

Outros indicadores referidos são o prazo médio de pagamentos, que actualmente é de 38 dias (menos 323 dias que em Outubro de 2013), e a taxa de execução orçamental, que passou dos 21,1% em 2013 para os 89,7% em 2018.

O autarca alega que o município passou a ter fundos disponíveis positivos em Janeiro do ano passado, quando em 2013 eram negativos no valor de 55,7 milhões de euros, tendo atingido em Dezembro de 2018 o valor de 3 milhões e 300 mil euros, reflectindo-se o efeito do empréstimo do Fundo de Apoio Municipal (FAM) nas contas do município.

Para o autarca, a adesão ao FAM apenas será visível de forma significativa a partir do primeiro trimestre de 2019 quando o município puder pagar a primeira prestação ao FAM. Esta prestação, que encerra o período de carência de pagamento de capital, será paga em Junho de 2019 e terá o valor de 1 milhão e 200 mil euros.

Pedro Magalhães Ribeiro revela também que, apesar de continuar com fundos próprios negativos, o município tem realizado, desde 2015, uma recuperação acentuada deste indicador, conseguindo, até ao final de 2018, um crescimento de 32% comparativamente a 2015.

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