Sociedade | 12-05-2019 07:00

Críticas de autarca de Benavente à Quercus minam pontes para o diálogo

Críticas de autarca de Benavente à Quercus minam pontes para o diálogo
PDM

Líder da associação ambientalista não esconde o incómodo pelas palavras de Carlos Coutinho em sessão solene do 25 de Abril.

O presidente da associação ambientalista Quercus, Paulo do Carmo, não ficou contente com as declarações que leu em O MIRANTE do presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), durante a sessão solene do 25 de Abril, onde o autarca voltou a lançar fortes acusações àquela associação ambientalista.

Paulo do Carmo confessa que não foi agradável ler as palavras do autarca, ainda para mais depois de este se ter mostrado disponível para se sentar à mesa com a associação ambientalista e traçar pontes para o diálogo que há anos não existiam. “A partir do momento que o novo presidente da Quercus se mostra disponível para falar com a câmara para ajudar a clarificar todas as situações e resolver algumas questões o presidente vir acusar-nos de sermos responsáveis não é agradável. Não fica bem ao presidente dizer tais declarações, porque assim será dificil haver diálogo”, confessa.

Apesar disso, o novo líder da Quercus mantém-se apostado num virar de página e quer falar com Carlos Coutinho frente-a-frente. Mas a câmara ainda não estabeleceu o contacto para que isso aconteça. O líder da associação ambientalista acredita que Carlos Coutinho é um autarca “com grande sensibilidade para as questões do ambiente” e acredita que mesmo com as acções a decorrer nos tribunais nada impede que as duas entidades se sentem à mesa para dialogar.

Em causa, recorde-se, estiveram as declarações proferidas por Carlos Coutinho na sessão solene das comemorações do 25 de Abril em Benavente, onde voltou a disparar críticas à acção interposta pela Quercus e que, considerou, terá atrasado em quase duas décadas o processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho. Coutinho considerou que a gestão e ordenamento do território são conquistas do 25 de Abril, essenciais para o desenvolvimento do país e que por isso não percebe como um PDM pôde demorar tanto tempo para ser posto em prática.

“A Câmara de Benavente foi alvo de um processo de perseguição nos tribunais pela Quercus que se traduziu em prejuízos sérios para o município. Tenho esperança de clarificar as verdadeiras motivações que levaram a associação a mover essas acusações na justiça”, considerou Coutinho. Agora que o PDM de Benavente viu o seu processo concluído a 22 de Fevereiro, o autarca diz que é tempo de aproveitar para desenvolver o município, frisando que nada cala a revolta e indignação por um processo que levou anos a ser concluído.

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