Sociedade | 13-05-2019 10:00

Ladrões causam alarme em Samora Correia

Ladrões causam alarme em Samora Correia
SEGURANÇA

Nas últimas semanas foram assaltadas mais duas habitações na mesma rua.

Foram pelo menos oito os proprietários de terrenos e habitações que já foram alvo de assaltos, na Rua Figueira Milheira, em Samora Correia. Os ladrões invadem as propriedades durante a madrugada e aproveitam a ausência dos donos para levar ouro, dinheiro, jantes, loiças e outros artigos de fácil comercialização. Mas também já roubaram tractores, ferramentas agrícolas e animais.

Na madrugada de 28 de Abril, invadiram a habitação de um casal de emigrantes. O alerta foi dado na manhã seguinte por um vizinho que se apercebeu que a vedação nas traseiras da casa estava cortada e, aproximando-se, viu vidros no chão e a porta arrombada. A GNR foi chamada ao local e, segundo o sargento ajudante Pereira, devido à ausência dos proprietários ainda não foi possível apurar o valor dos bens furtados.

De acordo com o vizinho que deu o alerta, que não se identifica por medo de represálias, esta habitação já foi assaltada quatro vezes, sempre durante a madrugada e em períodos em que os donos estão no estrangeiro. “Da primeira vez varreram a casa toda, até os talheres levaram. Quando o casal regressou nem loiça tinha para pôr na mesa”, conta.

Outro exemplo do ambiente de insegurança que se vive nessa zona da cidade passou-se há três semanas, na mesma rua e também numa moradia de uma família de emigrantes. Também neste caso foi um vizinho a aperceber-se da vedação cortada e da janela entreaberta. “Levaram tudo o que apanharam, inclusive ouro, fios e pulseiras que ainda cá tinham”, diz a O MIRANTE.

O proprietário de um terreno onde guarda material agrícola, animais de campo e domésticos é prejudicado há três anos. “Levam-me as galinhas, galos e até um cão e um atrelado. Da última vez tentaram entrar na minha habitação mas não conseguiram”, conta. Num terreno mais à frente um agricultor perdeu dois tractores e uma fresa. Ao vizinho já levaram jantes e um esquentador.
Os moradores explicam que não adianta proteger as casas e terrenos com vedações e cadeados, porque os invasores “vêm preparados para arrombar com tudo”, diz um deles referindo que até uma cerca eléctrica já colocou no seu terreno. “Já não dormimos descansados, porque sabemos que eles vão voltar. Vivemos debaixo de um clima de insegurança que parece não ter fim à vista”, afirma um dos lesados.

A esperança dos moradores reside num reforço do patrulhamento da GNR, mas em dois anos dizem que foram poucas as vezes que viram os militares a patrulhar aquela zona da cidade. Contactado por O MIRANTE, o sargento ajudante Pereira rejeita as acusações e diz que tem havido um “patrulhamento mais intensivo”, alertando ainda para que as pessoas protejam as suas propriedades, para não facilitar a entrada de invasores.

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