Sociedade | 15-05-2019 13:44

Decisão de encerrar Escola Infante D. Henrique adiada para Junho

Decisão de encerrar Escola Infante D. Henrique adiada para Junho
Foto O MIRANTE

Câmara de Tomar diz que esse estabelecimento de ensino da cidade tem os dias contados e deixa nas mãos do Agrupamento de Escolas Templários a decisão se a desactiva este ano ou no próximo.

O director do Agrupamento de Escolas Templários, Paulo Macedo, tem até dia 3 de Junho para decidir se a escola do 1º ciclo Infante D. Henrique, em Tomar, encerra já no final deste ano lectivo ou se o seu encerramento é adiado por um ano. Paulo Macedo disse a O MIRANTE, no final da Assembleia Municipal Temática sobre a Educação, que decorreu na noite desta terça-feira, 14 de Maio, que a decisão foi tomada em conselho geral do Agrupamento de Escolas Templários e que vai ouvir os docentes da Escola Infante D. Henrique para tomar uma decisão.

“Se for decidido que a escola encerra já este ano e que os alunos têm que ser transferidos para a Escola Santa Iria em Setembro vão ser necessárias obras de adaptação nesta escola. Vai ser complicado realizar essas obras em tão pouco tempo”, afirmou Paulo Macedo. O mais provável é que a Escola Infante D. Henrique encerre apenas no final do ano lectivo 2019/2020.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), garantiu que a Infante D. Henrique é para encerrar. “O Agrupamento tem que nos dizer qual a sua posição para a câmara comunicar à DGEST [Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares] se encerramos a escola em Setembro ou se o Agrupamento fica com mais um ano lectivo para se reorganizar”, explicou.

A autarca considera que os alunos devem ter igualdade de oportunidades e as mesmas condições para estudarem. “A câmara municipal encerrará qualquer escola que não tenha condições de segurança quando existirem instalações com melhores condições para acolher esses alunos”, sublinhou, reconhecendo que o município cometeu erros no início deste processo.

A líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Tomar, Lurdes Ferromau, criticou a forma como este processo decorreu e acusou o município e o director do Agrupamento de Escolas de terem tomado decisões à revelia da maioria dos interessados, sobretudo da comunidade educativa e dos pais dos alunos envolvidos.

A eleita Isabel Boavida (PSD) acusou a CDU, cujo líder da bancada é o director do Agrupamento de Escolas Templários, Paulo Macedo, de “habilidade e estratégia política” ao marcar a Assembleia Municipal Temática, na tentativa de “branquear o processo que espoletou o processo do encerramento da escola e ter apanhado muitas pessoas desprevenidas”. E acrescentou que “a CDU só se preocupou em debater a Educação no concelho quando este processo começou a correr mal”.

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