Sociedade | 09-06-2019 12:30

Orçamento das obras nas barreiras de Santarém continua a derrapar

Orçamento das obras nas barreiras de Santarém continua a derrapar
EN114

Município já aprovou o pagamento ao empreiteiro de mais de 600 mil euros para lá do que estava inicialmente previsto.

As obras da primeira fase do Projecto Global de Estabilização das Encostas de Santarém já vão com uma derrapagem orçamental de mais de 600 mil euros, depois do executivo da Câmara de Santarém ter aprovado um segundo pedido de reposição de equilíbrio financeiro, no valor de 349 euros, apresentado pela empresa que está a executar os trabalhos. Esse montante junta-se aos 255 mil euros decorrentes do primeiro pedido de equilíbrio financeiro.

Os percalços e alterações ao projecto que a empreitada tem sofrido desde que o prazo começou a contar, em 30 de Março de 2017, fizeram a obra deslizar não só no tempo como também no orçamento. O prazo inicial para conclusão dos trabalhos era Maio de 2019, mas entretanto já passou para Janeiro de 2021.

As obras têm estado suspensas em grande parte da área prevista devido a uma série de contrariedades, como a falta de autorização do proprietário dos terrenos situados nas traseiras do arquivo municipal e do Teatro Rosa Damasceno para se intervir aí e a demolição de um edifício na Rua de Santa Margarida, cuja expropriação demorou mais que o previsto. Transtornos que têm causado custos acrescidos ao empreiteiro, por ter pessoal e maquinaria parados.

A proposta de reposição do equilíbrio financeiro que vai permitir pagar mais 349 mil euros ao empreiteiro foi aprovada na reunião do executivo de segunda-feira, 3 de Junho, com a oposição socialista a deixar mais uma vez críticas à forma como está a decorrer a obra. “Este vai ser o último pedido de equilíbrio financeiro? E quando continuam as obras?”, perguntou o vereador José Augusto Santos (PS), referindo que lhe custa ver “desbaratar” 600 mil euros dessa forma. “Estes 600 mil euros já davam quase para fazer o pavilhão de Pernes”, reforçou Rui Barreiro (PS).

O presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), reconheceu mais uma vez que a empreitada não tem corrido bem. “São situações que acontecem com todos”, referiu. Acrescentou, em resposta aos socialistas, que quando o PS geria a autarquia, em empreitadas de menor complexidade aconteceram situações semelhantes ou até mais dispendiosas, como na requalificação do Teatro Sá da Bandeira ou na construção do complexo aquático municipal, onde as derrapagens orçamentais foram superiores

A primeira fase da empreitada do Projecto Global de Estabilização das Encostas de Santarém foi adjudicada, pela Câmara de Santarém, à empresa Ancorpor – Geotecnia e Fundações Lda. pelo valor de 4.126.364 euros. A intervenção incide na zona da encosta de Santa Margarida, onde se verificou um deslizamento de terras em Agosto de 2014 que obrigou ao corte do troço da Estrada Nacional (EN) 114 que liga Santarém à ponte D. Luís e a Almeirim.

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