Sociedade | 08-09-2019 07:00

Reactor Nuclear de Sacavém já foi desmantelado

Reactor Nuclear de Sacavém já foi desmantelado
CIÊNCIA

Jaime Oliveira e Eduardo João Martinho foram dois dos investigadores mais importantes do denominado Laboratório de Sacavém onde funcionou o Reactor Nuclear Português que servia a ciência em Portugal.

Está concretizado o desmantelamento do reactor nuclear português, que esteve mais de 50 anos ao serviço da investigação científica e do ensino em Portugal. O Laboratório de Sacavém, como era conhecido, integrava, para além do reactor nuclear, outras áreas no campo científico. Foi ao longo de meio século um laboratório onde trabalharam e estudaram as figuras mais conhecidas da vida científica portuguesa.

Jaime Oliveira foi um dos investigadores e dirigente do Laboratório de Sacavém, assim como Eduardo João Martinho, também investigador reconhecido, com um vasto currículo, responsável entre 1990 e 1994 pela exploração do reactor.

Jaime Oliveira disse a O MIRANTE que o desmantelamento do reactor não teve nada de secretismo uma vez que quando alguém lida com matérias perigosas, como é o caso, tem que respeitar certas regras de recato e confidencialidade. Já quanto ao fim de actividade e desmantelamento do único reactor nuclear português, disse que “perdeu-se um instrumento de estudo e investigação em Portugal que era muito importante para a comunidade científica mas que não há nada de dramático no fim de algumas instituições. Desde a intervenção do ministro Nuno Crato que foi ditado o fim do reactor e da actividade à volta do mesmo”, acrescentou.

Jaime Oliveira é autor do livro “Memórias para a História de um Laboratório do Estado”, editado por O MIRANTE em 2013, onde conta a história do Laboratório de Sacavém e reúne depoimentos de figuras como Nobre da Costa, Veiga Simão, Álvaro Barreto, Luís Mira Amaral, Luís Todo-Bom, Pedro Lynce, entre outros. Eduardo Martinho publicou em 2000, também com a chancela de O MIRANTE,
e em conjunto com Jaime Oliveira, o livro “Energia Nuclear Mitos e Realidades” que tem um prefácio do Investigador António Manuel Baptista que faz o elogio do trabalho dos autores mas também a desmistificação do tema num altura em que a famosa frase “Nuclear, Não Obrigado” era uma arma política.

O MIRANTE editou ainda em Abril de 2005 o livro “O Reactor Nuclear Português – Fonte de Conhecimento”, um livro com cerca de 700 páginas que fala do reactor e de tudo o que girou à volta do progresso e do conhecimento que proporcionou à comunidade cientifica.

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