Sociedade | 11-09-2019 18:00

Empreiteiro pede mais tempo para acabar obra no centro de Vila Franca de Xira

Investimento de 1,2 milhões de euros já deveria ter ficado concluído em Agosto. Empresa invocou atrasos na demolição de um edifício e dificuldades na gestão do tráfego automóvel na zona.

Os moradores e comerciantes do eixo Quinta da Mina/Santa Sofia, no centro de Vila Franca de Xira, já estão pelos cabelos com as obras de requalificação urbana que estão em curso e ao contrário do previsto os trabalhos não ficaram prontos até 12 de Agosto e ainda terão de esperar mais 47 dias – praticamente até ao início de Outubro - para que a obra acabe. Tudo porque a empresa que está a desenvolver a empreitada, a AECI Construções, encontrou dificuldades e pediu ao município uma prorrogação do prazo, decisão que foi aceite pelo executivo municipal.

Os trabalhos arrancaram em Outubro de 2018 com um prazo previsto de execução de 300 dias que já foram ultrapassados. A empresa invocou um conjunto de condicionantes que atrasou os trabalhos, a começar pelo atraso na demolição de um velho edifício ali existente, juntamente com a construção de um muro na travessa do Cerrado e dificuldades na gestão do tráfego.

Alguns moradores criticam a O MIRANTE a falta de civismo de vários condutores, que estacionam os seus veículos ilegalmente em cima dos passeios que ainda estão em obra e dessa forma impedem que os trabalhos possam ter sequência. A Polícia de Segurança Pública tem reforçado o patrulhamento no local.

A empresa alega também resistências da firma distribuidora de gás em alterar as redes no subsolo na Bica do Chinelo e na Rua Camilo Castelo Branco, justificando a empresa que houve ainda a introdução no programa de obra da construção de um espaço para a prática de desportos radicais que não estava inicialmente prevista no programa do concurso e que isso terá obrigado a trabalhos mais complexos, como desviar um poste eléctrico da Rua General Humberto Delgado.

Os serviços técnicos da câmara municipal analisaram o pedido da AECI e deram provimento ao pedido de alteração do prazo final dos trabalhos, considerando justificado o atraso na obra e notando que a empresa tem razão em algumas considerações. Mas lamenta que no arranque da obra a empresa não tenha reunido os meios “necessários e exigíveis contratualmente” para dar cumprimento ao plano de trabalhos aprovado. E avisa que se a obra não estiver pronta até ao final deste novo prazo accionará os mecanismos legais indemnizatórios pelos incómodos e danos causados ao município.

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