Sociedade | 07-10-2019 10:00

Margens do rio Sorraia são depósito ilegal de lixo

Movimento Juntos pelo Sorraia diz que é preciso reforçar vigilância.

A deposição ilegal de entulhos de obras nas margens do rio Sorraia, junto ao paul do Trejoito, no concelho de Benavente é um crime ambiental recorrente e é preciso tomar medidas. As descargas são feitas à margem da lei, durante a noite, mesmo numa altura em que aquele troço do rio está a ser alvo de acções de limpeza para remoção de jacintos-de-água.

Sandra Alcobia, bióloga e membro do movimento Juntos pelo Sorraia, refere que “novos depósitos de entulho proveniente de obras surgiram junto às margens do Sorraia” nas últimas semanas, mesmo com as evidências da presença de autoridades responsáveis pela conservação dos cursos de água na área.

No decorrer dos trabalhos mecânicos que estão sob a alçada da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a remoção dos jacintos-de-água que cobriram na totalidade o curso do rio, na zona do Trejoito, já foram retirados do seu leito inúmeros electrodomésticos.

Para Sandra Alcobia, tal evidência vem reforçar a necessidade de devolver aos rios portugueses os seus guardas para que este crime ambiental seja denunciado e responsabilizados os prevaricadores.

Recorde-se que a região hidrográfica do Tejo Oeste conta, desde 4 de Setembro, com cinco novos vigilantes da natureza que vão fiscalizar e monitorizar os recursos naturais. Uma medida que pretende acabar com a impunidade para os poluidores do rio Tejo, referiu, aquando da cerimónia de apresentação dos novos ‘guarda-rios’, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

A deposição de entulhos em local não licenciado, como é o caso do que acontece nas margens do Sorraia é considerada uma contra-ordenação ambiental muito grave e está sujeita a uma coima mínima de 25 mil euros, se praticada por pessoa singular, ou 60 mil euros, no caso de o autor ser uma empresa.

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