Sociedade | 04-11-2019 07:00

Especialistas defendem um aeroporto em Alverca

Especialistas defendem um aeroporto em Alverca
AEROPORTO

Ex-ministro Carmona Rodrigues é um dos defensores do projecto.

Esta semana voltou a lume a defesa da solução Alverca em vez do Montijo como alternativa à Portela. A solução “Hub Alverca” é controversa, implica construção de uma pista num mouchão e há quem a acuse de ser um veículo de interesses imobiliários. O MIRANTE foi saber quem são os rostos por trás da iniciativa.

A cidade de Alverca continua a ser defendida por um grupo de especialistas como a melhor alternativa ao anunciado novo aeroporto no Montijo e explicam porquê no projecto “Hub Alverca” - que consideram ser melhor para o ambiente, menos dispendioso para o Estado, e com capacidade para gerir 75 milhões de passageiros por ano.

A defesa da solução Alverca para receber o futuro aeroporto de Lisboa não é nova e já diversas figuras nacionais defenderam que seria a melhor solução, atendendo à estrutura de pistas já ali existentes da Força Aérea, bem como as excelentes ligações e proximidade com Lisboa.

O ex-primeiro ministro Pedro Santana Lopes, líder do Aliança, já defendera em Abril que Alverca seria a melhor solução. O Governo descartou e apontou baterias ao Montijo. A Câmara de Vila Franca de Xira agradeceu, porque não quer no concelho um aeroporto internacional mas sim um que apenas contemple voos executivos de baixa densidade.

Na última semana o grupo de especialistas envolvidos no projecto “Hub Alverca” voltou a apresentar o seu estudo, considerando-o a melhor solução, tendo o ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, como líder do grupo. A proposta é polémica, envolve a construção de até quatro pistas e uma delas em pleno mouchão da Póvoa.

Um dos principais rostos por trás deste projecto é José Proença Furtado, engenheiro civil, especialista em planeamento estratégico de infra-estruturas de transporte e que entre 1982 e 2000 foi responsável pela construção de portos, pontes, unidades industriais e logísticas “chave na mão” por todo o país. Tem sido um dos rostos envolvidos, desde 2001, nos estudos e desenvolvimento de propostas em Portugal para ferrovia de alta velocidade, gasodutos e a terceira travessia do rio Tejo.

Outro dos rostos envolvidos no “Hub Alverca” é António Gonçalves Henriques, engenheiro civil, professor convidado do departamento de engenharia civil e arquitectura do Instituto Superior Técnico e consultor na área do ambiente e recursos hídricos. Foi director-geral da Agência Portuguesa do Ambiente entre Maio de 2007 e Abril de 2010.

Por último está Ricardo Ferreira Reis, professor auxiliar convidado da Universidade Católica Portuguesa, director para as relações internacionais da Católica e director do centro de estudos aplicados daquela instituição.

Hub Alverca já foi apresentado ao Governo

O estudo foi apresentado ao Ministério das Infraestruturas em nome da sociedade civil e os promotores acreditam que o Governo ainda vai a tempo de voltar atrás com a solução Montijo. Num primeiro momento, a ideia seria abranger apenas 67 milhões de passageiros em Alverca com as três pistas já existentes.

A Portela seria transformada em aeroporto secundário e receberia apenas viagens de médio curso, enquanto Alverca receberia os voos de longo curso. Os promotores do estudo sobre Alverca dizem que a opção pelo Montijo foi da concessionária e não do Governo e defendem que ainda há tempo para reverter a decisão. Ter, ou não, um aeroporto em Alverca é algo que ainda divide fortemente a população.

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