Sociedade | 04-11-2019 12:30

Ladrões continuam a levar o que resta do antigo hospital de Azambuja

Ladrões continuam a levar o que resta do antigo hospital de Azambuja
ROUBO

Já pouco há para roubar mas continuam a desaparecer caixilharias de janelas e portas em alumínio.

O antigo hospital de Azambuja, propriedade da Misericórdia local, fechou portas em 2007, mas doze anos depois o edifício continua ao abandono e sem qualquer utilização. Os actos de vandalismo são frequentes e, apesar de já não haver quase nada para roubar, os moradores que vivem nas redondezas relatam que continuam a ser frequentes as visitas nocturnas àquele edifício.

Na última semana, Manuel Rosa diz que foram arrancadas mais portas e janelas em alumínio, que viu colocadas na parte de trás do terreno. “Para carregarem noutra noite, sem dar nas vistas. É uma vergonha o que ali se passa. Já que não serve para nada, deviam ao menos proteger o que resta daquele edifício”, diz o cidadão a O MIRANTE, lamentando que o imóvel seja um catalisador do vandalismo naquela vila. Contactada por O MIRANTE, a GNR diz que “não tem registo de queixas ou denúncias” de assaltos.

O velho hospital está sem vigilância ou vedações que o protejam e com as janelas e portas partidas a facilitar a vida aos intrusos. A O MIRANTE, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Vítor Lourenço, assegura que até ao final do ano vão ser emparedados os acessos ao edifício, ao nível do rés-do-chão, para impedir a entrada de estranhos. A obra, adianta, vai contar com o apoio da Câmara de Azambuja, que vai ceder a mão-de-obra para ajudar a emparedar o imóvel.

Para o edifício, recorde-se, chegou a estar planeada a construção de uma unidade de cuidados continuados, assente numa parceria entre a Misericórdia de Azambuja e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que nunca chegou a ser formalizada. O projecto arquitectónico existe e custou à Misericórdia, 23 mil euros, mas nunca saiu da gaveta. A esperança continua a estar depositada na atribuição de fundos comunitários do Portugal 2030.

A vontade da população de Azambuja continua a ser a da construção dessa unidade de saúde e, numa das últimas reuniões de câmara, um munícipe voltou a trazer o assunto à ordem do dia. O presidente do município, Luís de Sousa, reforçou que tal projecto seria bem-vindo, mas não cabe ao município assumi-lo. E se não houver dinheiro do Estado ou de Bruxelas, a Misericórdia, reitera que a venda do imóvel não é opção.

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