Sociedade | 06-11-2019 10:00

Alunas agredidas em escola de Benavente foram transferidas a pedido dos pais

Alunas agredidas em escola de Benavente foram transferidas a pedido dos pais

Direcção do Agrupamento de Escolas reuniu com os encarregados de educação para esclarecimento da situação, mas não convocou os pais das meninas agredidas por colega.

Nenhuma das duas meninas envolvidas em episódios de agressão por parte de um colega de turma estão a frequentar a EB1 de Benavente. A pedido dos encarregados de educação já foram transferidas para outros estabelecimentos de ensino. Quanto ao aluno autor das agressões, o director do Agrupamento de Escolas de Benavente, Mário Santos, informou que está a receber acompanhamento psicológico fora da escola, por vontade dos pais.

Após a manifestação de alguns pais à porta da escola, a exigir que fossem tomadas medidas de responsabilização sobre os episódios de violência, a direcção do agrupamento reuniu, no dia 21 de Outubro, com os encarregados de educação dessa turma. A mãe de uma das alunas agredidas, Andreia Carvalho, esteve presente na reunião, mas lamentou a O MIRANTE não ter sido convocada pela escola.

“Soube por intermédio de outros pais. É lamentável que, apesar de a nossa filha já não estar naquela turma, ou escola, não tenhemos sido chamados para uma reunião onde o assunto a envolve directamente”, diz João Guilherme, pai da menina. O mesmo aconteceu com a mãe de outra aluna agredida pelo mesmo aluno. “O director tinha-me pedido disponibilidade para ir a essa reunião, mas é falso que depois me tenha informado da data da mesma”, diz, lamentando não ter estado presente.

Direcção defende professora e diz ter apoio dos pais

Contactado por O MIRANTE, Mário Santos, justifica a não convocatória destas mães, dizendo que a escola sempre se mostrou disponível para as receber, o que aconteceu até serem transferidas para outros estabelecimentos de ensino. E acrescenta que o propósito daquela reunião era esclarecer os pais dos alunos que continuam a frequentar aquela turma.

O director do agrupamento afiança a O MIRANTE que, na reunião, os pais presentes “lamentaram o sucedido e manifestaram o apoio à escola, nomeadamente à professora e coordenador [da EB1] pelos seus procedimentos e resolução da situação”.

Sobre os episódios de agressão, o director escreve, em comunicado, que se tratou de “um desentendimento entre dois alunos, que após troca de ofensas entre ambos, resultou na agressão”, sublinhando que, “no momento, os funcionários da escola intervieram e a professora, depois de ter falado com os alunos, comunicou com os pais o sucedido, pedindo que estes falassem com os seus filhos de forma a evitar futuras situações”.

Visão diferente têm os pais desta aluna, que criticam a frieza e desvalorização da situação por parte da professora e auxiliares que assistiram às agressões. Após a criança ter contado em casa que era agredida e ter mostrado provas disso, apresentando hematomas nas pernas e zona genital, os pais pediram satisfações na escola e apresentaram queixa na GNR.

Tentaram ainda, “por mais de uma vez, à porta da escola, falar com os pais da outra criança, sem sucesso”, aponta Mário Santos. Destas tentativas, explica o director “ficou claro que o diferendo existente acontece entre os pais das crianças”, frisando que dos encontros “resultou agitação e perturbações ao normal funcionamento da escola e envolvendo várias entidades numa situação que deve ser do foro da escola, pais e alunos envolvidos”.

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