Sociedade | 07-11-2019 15:00

Moradores e comerciantes reclamam dois sentidos de trânsito no centro de Povos

O presidente do município, Alberto Mesquita, tem-se mostrado irredutível na decisão de manter aquela rua com apenas um sentido.

São 176 os comerciantes e moradores da Rua José da Costa e Silva, em Povos, também conhecida como a Rua Direita de Povos, em Vila Franca de Xira, que não se conformam com a decisão do município de apenas permitir um sentido de trânsito nessa artéria. Por isso voltaram a pedir, na última semana, que o executivo reverta a decisão.

Dizem que o sentido de trânsito escolhido – das piscinas para Povos, ou seja, de sul para norte – prejudica os negócios e também inviabiliza o trânsito de circular mais frequentemente na zona, já que a rua era usada como alternativa à Estrada Nacional 10 para entrar na cidade. Quem ali vive e trabalha diz que os semáforos instalados pelo município, que servem para regular a passagem dos veículos de socorro e autocarros, que são os únicos autorizados a andar nos dois sentidos, deveriam permitir uma regulação do restante trânsito em ambos os sentidos.

O presidente do município, Alberto Mesquita, tem-se mostrado irredutível na decisão de manter aquela rua com apenas um sentido, mas afiança já ter pedido ao departamento técnico para analisar a nova proposta dos moradores. “É isso que estou à espera, que me informem para ver de que modo, sem pôr em causa o que está a ser implantado, é possível adaptar essa solução”, explica.

O autarca diz que não vale a pena “ser simpático” e prometer aos moradores algo que não pode cumprir, pelo que voltou a reforçar, na última reunião pública de câmara, que a maior preocupação com aquelas obras é permitir a quem vive em Povos que possa circular com maior segurança.

“Há ali zonas tão estreitas que um só carro tem dificuldades. O que pretendemos é melhorar, requalificar e dar condições de segurança às pessoas. Mas entendo a preocupação dos moradores”, explica Alberto Mesquita. Os moradores e comerciantes da zona prometem continuar a lutar contra a decisão. No último mandato, recorde-se, chegou a ser feito um inquérito aos moradores sobre a possibilidade de manter ou não os dois sentidos de trânsito. A opção de criar apenas um sentido venceu pela diferença de um voto, mostrando quão polarizada é a opinião geral sobre o problema.

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