Sociedade | 08-11-2019 12:30

Câmara de Santarém viabiliza cultura de canábis para fins medicinais

Autarquia declara a inexistência de restrições ao cultivo da planta numa propriedade sita na União de Freguesias de Azóia de Cima e Tremês, mas a empresa promotora tem ainda que obter aprovação final de outras entidades.

O executivo da Câmara Municipal de Santarém aprovou a emissão de uma certidão que atesta não haver restrições ao cultivo de canábis para fins medicinais numa área rural da freguesia de Tremês e Azóia de Cima. O requerimento foi apresentado em nome da empresa Sinnabis, com sede na Rua do Matadouro Regional, na Zona Industrial de Santarém.

Apesar dessa decisão, o presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), ressalva que o projecto tem ainda que passar pela aprovação de outras entidades, nomeadamente o Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. “Estamos apenas a atestar que o terreno cumpre essas premissas. Cabe ao Infarmed decidir”, sublinhou.

O projecto prevê o cultivo orgânico de canábis medicinal e visa servir os mercados farmacêuticos português, suíço, canadiano, entre outros. Segundo a empresa promotora, o projecto é para ser desenvolvido em cinco anos.

No primeiro ano prevê-se uma área de cultivo entre um a dois hectares, em campo aberto, com um único ciclo de colheita (Junho a Outubro). A produção estimada é de 8.000 plantas. Para o segundo ano está planeada a instalação de mil metros quadrados de estufas, por forma a garantir uma produção anual contínua. Ao fim dos cinco anos a área de cultivo deve chegar aos 3,7 hectares, com vários ciclos de produção. A produção prevista nessa fase é de 24 mil plantas.

Após o quinto ano com uma produção estável e continua a empresa prevê o início da actividade industrial, que será objecto de novo projecto de ampliação. Estima-se a criação de cinco postos de trabalho a tempo inteiro e ainda mais oito a tempo parcial e 30 em actividade sazonal.

Sendo a canábis uma planta que dá origem a drogas ilegais muito usadas para fins recreativos, a questão da segurança em torno da plantação é fundamental. Nesse domínio, a empresa informa que será instalada uma vedação ao longo de todo o perímetro do terreno, com malha apertada de três metros de altura. Será também montado um sistema de vídeo vigilância, durante os meses de florescimento, recolha e até à entrega ao cliente. Neste período haverá também um vigilante nocturno.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1429
    13-11-2019
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1429
    13-11-2019
    Capa Médio Tejo