Sociedade | 16-11-2019 20:00

Aprovada alteração polémica na maior urbanização de Alverca

Aprovada alteração polémica na maior urbanização de Alverca

Associação de moradores da Malvarosa está contra a decisão camarária de permitir alterações a um loteamento. Câmara municipal justifica-se com resultados da consulta pública.

Foi aprovada na última semana em reunião pública do executivo da Câmara de Vila Franca de Xira, com os votos contra da CDU e Bloco de Esquerda, a polémica alteração ao loteamento da urbanização Malvarosa que prevê, entre outros, a deslocalização de espaços verdes e desportivos para outros locais.

A maioria PS e a Coligação Mais, liderada pelo PSD, justificam a aprovação da alteração ao loteamento com a maioria de participações públicas favoráveis recebidas (90), contra apenas três participações desfavoráveis, onde se inclui a da associação de moradores.

Com esta alteração ao loteamento, o município troca com o promotor dois lotes que este tem à beira da Estrada Nacional 10, junto a um restaurante de comida rápida, por outros lotes situados no topo norte da urbanização, conhecido por Verdelha, tendo em vista a construção de mais habitação e hotelaria.

A intenção do presidente do município, Alberto Mesquita (PS), é evitar que sejam construídos mais prédios junto da EN10, para desafogar a zona e mover os futuros prédios para a zona norte. A solução permitirá, segundo o autarca, criar novos lugares de estacionamento na urbanização e ao mesmo tempo avançar com a ligação da Malvarosa à rotunda do Alambique, próximo da entrada para a auto-estrada do norte (A1), que está em banho-maria há mais de uma década. “Estamos a recuperar uma visão de equilíbrio urbanístico que a Malvarosa precisa. Construir prédios em frente a prédios que já existem não era desafogado, com esta alteração vamos encontrar soluções de melhoria para a população”, explica o autarca.

O vereador Nuno Libório, da CDU, não concorda e alinha com as preocupações da associação de moradores. Já antes tinha alertado para um aumento de 120 apartamentos que deixa a urbanização com 1.628 fogos, um dos maiores índices de construção do concelho. “Esta alteração resulta em claros prejuízos para as expectativas de quem ali comprou casa”, critica.

Carlos Patrão, do BE, lamenta que a petição contra a alteração, contendo mais de 400 assinaturas, não tenha tido acolhimento junto da maioria socialista e nota que a operação prejudica o erário público e a qualidade de vida dos moradores.

Associação teme caos

A Associação de Moradores da Malvarosa está contra a alteração e pronunciou-se desfavoravelmente na consulta pública. Considera que a proposta desvia-se do conceito original da urbanização – com espaços verdes, de lazer e desportivos – para o contrário: aumento de fogos, redução desses espaços e relocalização dos poucos que restam junto ao tráfego automóvel da EN10.

“Os moradores perdem a qualidade de vida inicialmente prometida e irão ver-se confrontados com maiores dificuldades no estacionamento, que já é caótico e desordenado”, criticam.

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