Sociedade | 29-11-2019 15:00

Canil intermunicipal da Lezíria do Tejo está a ter um parto difícil

Equipamento já esteve previsto para a Chamusca e para Santarém. Cartaxo também foi hipótese e Azambuja surge agora no radar.

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) voltou a mudar de ideias em relação à localização do futuro canil intermunicipal. Depois da Chamusca e de Santarém terem sido descartadas como hipóteses a CIMLT virou-se para as antigas instalações do Instituto do Vinho e da Vinha (IVV) em Pontével, no concelho do Cartaxo, mas também essa opção caiu por terra, já que o valor pedido pela Estamo foi considerado elevado. O que abriu portas a outra hipótese, no concelho vizinho de Azambuja: as antigas instalações do IVV em Aveiras de Cima.

Na segunda-feira, 18 de Novembro, o presidente da Câmara de Azambuja, Luís de Sousa, e o secretário executivo da CIMLT, António Torres, visitaram esse imóvel em Aveiras de Cima na perspectiva de poder ser a nova solução para o canil intermunicipal. As instalações estão ao abandono há mais de 20 anos. Segundo o autarca de Azambuja a construção de um canil naquele espaço iria acabar com “a lixeira e todo aquele estado de degradação”. Resta saber se a Estamo estará pelos ajustes, no que toca ao preço a pedir.

No dia 28 de Novembro o assunto deve ser discutido pelos autarcas da Lezíria do Tejo durante a habitual reunião do conselho intermunicipal, conforme disse a O MIRANTE o presidente da CIMLT, Pedro Ribeiro.

Foi também uma questão de números que levou a ser abandonada a ideia de construir o canil em Santarém, como chegou a ser anunciado. A área com cerca de 3 mil metros quadrados, junto ao actual canil da Câmara de Santarém, perto da zona industrial da cidade, foi avaliada pelas Finanças em quase 400 mil euros. Um valor considerado exorbitante pela CIMLT.

Antes disso, a Chamusca também esteve anunciada como localização para o novo equipamento, mas o terreno cedido pelo município não era o mais apropriado para o efeito. Como O MIRANTE escreveu em Agosto de 2018, os técnicos que visitaram o local concluíram que para colocar o terreno em condições era necessário fazer um investimento avultado que encarecia bastante o equipamento. O espaço oferecido pela Câmara da Chamusca necessitava de uma intervenção na estabilização de um talude e carecia de infra-estruturas para abastecimento de água e tratamento de esgotos.

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