Sociedade | 30-11-2019 15:00

Governo promete retirar amianto da Secundária de Azambuja até final do ano

A escola sede do Agrupamento de Azambuja é tutelada pelo Ministério da Educação. Há mais de um ano que a autarquia pressionava o Governo para remover as coberturas de fibrocimento.

Até ao final de 2019 a Escola Secundária de Azambuja vai ficar livre de coberturas de fibrocimento, que contêm amianto (material potencialmente cancerígeno). A informação foi avançada pelo presidente da Câmara de Azambuja, Luís de Sousa (PS), na última reunião do executivo municipal.

O autarca, que em 2018 já tinha afirmado ao nosso jornal que a autarquia estava a pressionar o Governo para que as placas fossem retiradas daquela escola, adiantou que depois de uma reunião com representantes do Ministério da Educação (ME) ficou prometido que a situação ficaria resolvida ainda este ano.

Para além das coberturas de fibrocimento, a Secundária de Azambuja, que é sede de agrupamento, apresenta outras obras consideradas urgentes, como infiltrações nas paredes do edifício e a falta de um pavilhão desportivo. No entanto, lamentou Luís de Sousa, o ME não se mostrou disponível para assumir os trabalhos.

Em Junho deste ano, o Partido Ecologista Os Verdes entregou na Assembleia da República um projecto de resolução onde recomenda ao Governo a urgente remoção das coberturas de fibrocimento existentes e realização de obras de requalificação nesse estabelecimento de ensino.

As placas de fibrocimento são um dos materiais com amianto que representam menor risco para a saúde, uma vez que as fibras de amianto estão imobilizadas no cimento e só se libertam se as placas estiverem degradadas ou se partirem. O próprio acto de remoção pode causar mais danos, se não for feito com as devidas cautelas. Por esse motivo, alertam os ambientalistas da Quercus, “a remoção apenas deveria decorrer em períodos prolongados de pausa escolar – férias escolares, para permitir a realização da obra com os devidos cuidados preventivos e com o controlo da qualidade do ar necessário”.

A associação ambientalista Zero, o MESA - Movimento Escolas Sem Amianto e a Fenprof lançaram, no passado dia 14 de Novembro, uma petição pública a exigir a remoção total do amianto nos estabelecimentos de ensino.

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