Sociedade | 01-12-2019 12:30

Alpiarça viabiliza pedido para cultura de canábis com fins medicinais

As zonas de cultivo serão duas, uma parcela no Frade de Baixo, perto da Estrada de Vale de Peixe, e a outra junto à Quinta de São João.

O executivo da Câmara de Alpiarça aprovou, por unanimidade, a emissão de uma declaração onde refere que não existem restrições para a empresa Panoplytask avançar com o cultivo de canábis para fins medicinais em terrenos agrícolas do concelho. A plantação está prevista para duas áreas, no Frade de Baixo, perto da Estrada de Vale de Peixe (junto à fábrica da Compal), e uma outra parcela junto à Quinta de São João, perto das estufas da Triplanta. O requerimento foi apresentado pela empresa Panoplytask, que se dedica à cultura de especiarias, plantas aromáticas, medicinais e farmacêuticas, com sede no Cadaval, distrito de Lisboa.

Apesar desta aprovação, a empresa necessita ainda de ter as licenças por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Alentejo e da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED). “Aquilo que estamos a aprovar é que não vemos impedimento, ao nível do urbanismo, para que a cultura avance. Mas cabe ainda a outras entidades darem outros pareceres, quer ao nível do ordenamento do território, com a CCDR, quer ao nível do INFARMED, que tem que reconhecer o interesse desta actividade”, explicou Mário Pereira, presidente da Câmara de Alpiarça, durante a última reunião de câmara.

Segundo a proposta apresentada pela empresa, o investimento ronda os 10 milhões de euros, que inclui a parte da produção e, posteriormente, a construção e o trabalho em laboratório.

A empresa avança ainda com a proposta de criação de 90 postos de trabalho directos, indirectos e sazonais. O intuito é abastecer o mercado nacional mas também trabalhar diversos mercados estrangeiros.

Ainda segundo a proposta da empresa, esta assegura todas as condições de segurança, uma vez que a canábis é uma planta muito usada para fins recreativos. Neste sentido a empresa vai garantir a segurança nos dois espaços, colocando uma vedação com cerca de três metros de altura, com uma malha apertada, bem como segurança privada durante o dia e noite e ainda câmaras de vídeo vigilância.

Outros municípios do distrito têm sido também contactados para o mesmo fim, nomeadamente Santarém e Benavente, que também deram o parecer favorável à instalação da cultura. Em Santarém, numa propriedade localizada na União de Freguesias de Azoia de Cima e Tremês, e em Benavente, na Herdade do Porto Seixo.

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