Cinco gerações de campinos na família Isidro dos Santos
Ser campino não é fácil, mas na família Santos dá-se uma espécie de milagre de em cada geração haver um apaixonado pela arte da campinagem.
Há cada vez menos campinos e a tendência é as pessoas afastarem-se da dureza do trabalho no campo, mas há quem contrarie as estatísticas. No Ribatejo, a família Isidro dos Santos vive as lides da campinagem há cinco gerações. Pai, filho e neto são os guardiões da família que continua a manter viva as tradições de um povo que tem como bandeira os toiros, os cavalos e os campinos.
Joaquim dos Santos, 67 anos cheios de prática e sabedoria, põe de pé uma vedação com a ajuda do filho, Luís dos Santos. “Na campinagem faz-se um pouco de tudo. Faz-se o que é preciso”, começa por dizer. É domingo, o último do ano. Dentro dos portões da herdade da Adema, propriedade da Ganadaria Palha, no Porto Alto, é o barulho dos martelos que marca o ritmo do dia de trabalho que começou com o nascer do Sol. Não era para ser assim, mas um campino “tem de estar onde e quando é preciso”, justifica.
Reportagem desenvolvida na edição semanal em papel desta quinta-feira


